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Cold Front, novo disco da Quazimorto, traz clima de despedida

*por Eduarda Kurth

O trio de Florianópolis, formado por Fernando Goyret (guitarra e vocal), Augusto Fernandes (baixo) e Hiago Albuquerque (bateria) apresenta o seu segundo álbum intitulado “Cold Front”, que conta com nove canções, entre elas algumas já conhecidas pelo público, como “Scooby Loo”, “Tuneus” (minha favorita) e “Lava lanches”. Além da disponibilização do álbum nas plataformas de streaming, acontece neste sábado (27) um show no Balaio de Gato, uma ótima oportunidade para conhecer mais de perto o trabalho da banda.

Em 2017, com seu primeiro CD, “Qzmrt”, a banda teve o nome incluído na lista dos melhores trabalhos lançados em Santa Catarina do Rifferama, criando a oportunidade para que um novo público pudesse conhecê-los. Nas últimas semanas, o trio fez alguns shows de despedida – vide O’Brien’s Irish Pub, em Balneário Camboriú e Taliesyn, em Floripa – mas calma, ela é somente temporária. Isso porque o Fernando Goyret vai para o exterior. Felizmente esse período será amenizado pela satisfação de ouvir o segundo disco e saber que essa história ainda vai longe.

A Quazimorto tem como principal característica as músicas essencialmente instrumentais, muito bem trabalhadas, com alguns vocais berrados e/ou melódicos, atributo que se manteve presente neste segundo álbum, mas com o adicional de que desta vez escuta-se mais o vocalista cantando (ótima novidade, por sinal).

O álbum tem faixas bem marcantes como “MDK”, “Cabeça de fósforo” e “Cold Front”, que intitula o disco e é a definição mais pura do que a banda traz para essa fase. A música escolhida para melhor caracterizá-los, sem dúvidas, é essa. Sabe aquela coisa de começar a ouvir um som novo e já saber de quem é? É isso. Eles têm um estilo muito bem definido, com uma sonoridade marcante. O vocal rasgado, a presença expressiva do baixo e a bateria agressiva são a cara da Quazimorto! Os nomes escolhidos para algumas canções também são bem peculiares, como “Roberto Delírio”, “Karma, cara (pão de queijo siamês)” – aliás, a dica é ouvir essa de olhos fechados, o arrepio é garantido – e “Too Much Pedals”.

“Cold Front” está mais pesado, agressivo e bem construído, evidenciando o amadurecimento dos meninos, que apesar disso, não deixaram que a banda perdesse a essência. Com todos os pontos positivos, é certo que o álbum será destaque entre os lançamentos de 2019 e aparecerá, sem dúvidas, no meu top 100 do Spotify.

Foto: Leonardo Pinheiro

*Eduarda Kurth é economista, atualmente estudante do IFSC e viciada em boa música!

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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