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Experiência e resignação fortalecem a tradição do metal*

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*por Alessandro Bonassoli

Desde 2005 o Battalion está na estrada lutando pelo seu espaço. Formado em Itajaí, o trio obteve boas respostas ao seu trabalho de estreia, “Empire of the Dead”, lançado em fevereiro de 2013. Enfrentando as mesmas dificuldades que todos aqueles que escolhem a música pesada para se expressar, eles precisaram superar mais sete anos para que um novo capítulo fosse escrito nessa história. E agora “Bleeding Till Death” mostra que a espera serve também para dar mais experiência.

Nas nove faixas fica clara a evolução do grupo, que novamente contou com a gravadora Kill Again Records. As raízes do metal oitentista continuam firmes e fortes, mas os arranjos são superiores ao trabalho anterior. “Firing”, uma introdução instrumental cadenciada abre as portas para “Road of Revenge”, que já tem clipe rolando no YouTube e mostra as credenciais do Batallion: heavy metal sem firulas, direto, com fortes influências das primeiras fases do alemão Running Wild e do canadense Exciter, dos também germânicos Living Death e Iron Angel, além, claro, do eterno Motörhead.

Isso por si só já garante uma coleção de bons riffs – ouça “Raise Your Fist”, “Night Rider” e “Heavy Metal Night” – e vocais diretos, sem concessões para agradar o público mainstream. Tal característica, ao meu ver, não tem nada relacionado à radicalismo, mas simplesmente por ser a linha sonora que Marcelo Fagundes (baixo e voz), Alvaro Santana (guitarra) e Fabiano Barbosa (bateria) cresceram ouvindo.

“Metal Curse”, “Interceptor”, “Kill or Die” e “Streets of Fire” completam o álbum, consolidando a proposta de manter vivo o estilo que os detratores insistem em afirmar que está morto. Mas, desde que Osbourne, Butler, Iommi e Ward se uniram em 1968, década após década, com mídia e a indústria do showbusiness ora a favor ora contra, em todo os continentes, o heavy metal permanece. E se renova com suas muitas variações estilísticas, quer seja no lado extremo, no experimentalismo ou na base, defendida com qualidade pelos catarinenses do Batallion.

*Alessandro Bonassoli é jornalista e colaborador da revista Roadie Crew

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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