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Malice Garden: Após hiato, grupo divulga EP com regravações*

*por Guigo Romagna

Quando se trata de metal extremo, a região criciumense se destaca. A Malice Garden é um notório exemplo, uma vez que carrega em sua trajetória 20 anos de estrada. O grupo, que tem em sua discografia dois trabalhos (a demo “Revenge Against Jesus Christ” e o EP “Eternal Evil Victory”), passou um longo tempo em hiato. O encerramento das atividades levou a um amadurecimento musical e a ingressão de novos integrantes. Recentemente, os músicos refizeram a primeira demo, sob a denominação homônima “Malice Garden”. O material gravado por Juninho Bussolo contém quatro canções, sendo elas “Renegade Souls”, “Angels Fall”, “Rise Above the Things” e “Revenge Against Jesus Crist”.

A primeira faixa “Renegade Souls” é uma das mais sólidas do EP já que em sua sonoridade possui uma sequência de riffs agressivos, que gradativamente cadencia-se através do refrão. O vocal ganha mais corpo para a música, que conta em alguns trechos com solos mais trabalhados. A composição exibe os pilares da hipocrisia religiosa e o seu respectivo moralismo que escraviza os homens. A mais curta do material é “Rise Above the Things”, nela tudo permeia a intensidade tanto do vocal quanto do instrumental, que apresenta características céleres e se alterna no decorrer da música. A faixa enfatiza pensamentos misantrópicos contra doutrinação divina, que submete os próprios súditos a favores em detrimento de si.

A terceira música é “Angels Fall”. Nela, há a presença de uma sonoridade mais crua e densa, que dá um tom mórbido à faixa, já que complementa com uma letra recheada de sadismo e sexo. “Revenge Against Jesus Christ” encerra o álbum. A canção é marcada por forte influência da bateria no instrumental, pela solidez dos riffs e por exibir elementos característicos nas outras músicas da Malice Garden, como o peso e a atmosfera sombria. Tal clima evidencia através da composição, que explicita de forma malevolente e impetuosa a morte de Cristo e de sua doutrina.

Opinião: O material foi fundamental para solidificar o seu nome no cenário underground, uma vez que expuseram a originalidade do seu som, apesar de lembrar muito Emperor e clássicos do estilo. Ao comparar com seus primeiros registros, do início dos anos 2000, fica claro a evolução e o aprimoramento de um instrumental melhor trabalhado.

Foto: Jacó Vitor Bussolo

*Guigo é natural de Urussanga e reside atualmente em Lages, cidade em que cursa Comunicação Social e que leva no coração. Amante de cinema, esportes e música, busca através da mesma uma inspiração para a carreira jornalística. Desde 2013 possui o projeto Urussanga Rock Music, com qual consiste em promover a cultura independente.

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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