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Ouça “Instinto animal”, a ópera-punk rock de Johnny Duluti

Desde 2011, o músico e videomaker Johnny Duluti tem lançado, em média, um trabalho por ano. São um EP e um álbum com o Califaliza, dois discos, um EP acústico e dois singles solo, o CD de estreia do Marina Radio Clube e a ópera-punk “Instinto animal”, que saiu no dia 22 de março em todas as plataformas digitais. E ainda tem “Kobrasol Rulezz – Outro dia em Chaoszoonopolis”, novo trabalho do Eutha, programado para maio. E o cara arruma tempo para as produções do canal Ferradura Video (são quase 30 clipes!).

O esqueleto de “Instinto animal” foi escrito há alguns anos, após uma sugestão do vocalista Guilherme Coutinho, que queria gravar uma música mais longa com o Califaliza. Sem perspectiva de utilizar a composição para banda, que encerrou as atividades, Duluti aproveitou a base que tinha feito e começou a escrever as letras. A faixa fala sobre o pintor italiano Bruno Amadio, conhecido por pintar crianças chorando e, reza a lenda, teria vendido a sua alma ao diabo, e traz também críticas a Santa Catarina e relatos pessoais.

A ópera-punk, que conta com as participações de Marcelo Mancha (Eutha), Rafael Ronchi (O Mundo Analógico) vocais e Nando Brites (guitarra solo), foi produzida por Johnny Duluti em casa. As vozes foram registradas no Butiá Estúdio e a música foi mixada por Duda Medeiros, que também gravou vocais de apoio e synth, e masterizada por Alexei Leão. “Instinto animal” foi lançado numa versão com CD e um zine que explica todo o conceito por trás da ópera-punk.

— Achei que a história do Bruno Amadio pudesse dar uma boa música. Tinha um rascunho dela e comecei a compor, nesse meio tempo lancei o acústico, que já tinha um rabisco dela no violão. Queria falar sobre Santa Catarina, tem umas paradas de vivência, de amor. Eu sempre mostrava a música para o Mancha, que quis participar, aí também veio a ideia de chamar o Ronchi. A música tem esse espírito livre de fazer retalhos, viajando entre o punk e o hardcore.

Foto: Rafael Villa

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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