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Psilojam apresenta rock setentista com infinitas influências*

*por Ricardo Hubert

Lançado no início de 2020, o EP denominado “Soul of a Man” traz um som clássico e visceral. Composto de quatro músicas sem firulas ou adornos, a sonoridade da Psilojam vai direto ao ponto: rock setentista em clássica formação — baixo, batera, vocal e guitarra. Gravado no Grooveland Studio e produzido por Ricardo Maca, a banda tem Luna na bateria, David na guitarra, Thomaz no baixo e Henrique nos vocais.

As dobras entre guitarra e baixo e o andamento moderado remetem ao Deep Purple, em suas diversas passagens da formação clássica. Os vocais de Henrique lembram e muito o estilo e a própria voz de Lemmy Kilmister, lendário vocalista do Motörhead, além de também, o timbre de David Gilmour (Pink Floyd). Já o baterista Henrique mostra que fez muito bem o dever de casa, apresentando a influência setentista necessária e adequada à banda, nas pulsações, viradas e andamentos.

O EP abre com a grandiosa “Captain of My Ship”, de andamento rápido e muitas passagens. Destaque para o longo solo de guitarra no meio da música, os bends afinados, as ideias desenvolvidas pelo guitarrista David e os timbres irados, que ao que me parecem, vêm de uma Les Paul plugada em um amplificador Orange (e um big muff talvez?). Após isso, o baixo vai voltando devagarinho e depois é pancadaria novamente.

“Fall Under Your Gun” é uma balada/blues rock que lembra The Doors, com destaque para as nuances apresentadas pelo baixo e os belos solos de guitarra ao longo da música. Já em “Evil Ways” (minha preferida), a levada é parecida com a anterior, mas com um refrão bem marcado e empolgante: “Stay away/With your evil ways /Don’t come around my door”. Destaque para o solo curto de guitarra, mas muito bem desenvolvido (uma Fender Telecaster ou Strato, talvez).

Na quarta faixa “Soul of a Man”, que entitula o registro, é impossível não lembrar dos melhores slow blues produzidos pelo Led Zeppelin, tais como: “You Shook Me” ou “I Can’t Quit You Baby”. Destaque para o final onde rola uma quebraceira de andamento rápido e emocionante. Recomendado para: Aquela viagem de carro com os amigos e principalmente para ouvi-los em cima do palco, é claro!

Sobre as mídias sociais, o trabalho visual está ótimo, mas senti falta de informações dos integrantes (nem ao menos o nome). Talvez seja intencional. Vai saber, não é mesmo?

Foto: Divulgação

Ricardo Hubert é florianopolitano, tem 37 anos, advogado, pai e marido. Guitarrista há 22 anos, é entusiasta de equipamentos e timbres de guitarra. Atualmente integra as bandas Rockbomb e Rádio Guerrilha.

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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