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(Re)Descobertas da quarentena: Maitê Fontalva (Orquidália)

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A Orquidália, de Florianópolis, tinha um álbum “na manga” para lançar neste ano, mas a pandemia atrapalhou os planos do quarteto. A quarentena, no entanto, apresentou ao grupo outras formas de se trabalhar, e o resultado é “Plantas pela casa”, que saiu no dia 16 de julho com composições inéditas. O EP, feito em casa, foi mixado e masterizado pela vocalista e guitarrista Maitê Fontalva, que assina o seu primeiro trabalho de produção. Confira as dicas da artista e novo EP da Orquidália abaixo:


Papisa – Fenda (2019)

Conheci a Papisa numa lista de fim de ano do Miojo Indie, mas só na quarentena, nessas últimas semanas pude realmente imergir nesse disco, que é um mergulho encantador e profundo em temas como a morte e a impermanência. É um trabalho musicalmente complexo, com ritmos aditivos, belas harmonias vocais e ótimas escolhas de timbres. O fato da própria Rita ter gravado quase tudo (e em casa) e a equipe de produção só ter mulheres (incluindo a parte de mixagem e masterização) me inspira muito, tanto como compositora quanto produtora. “Fenda” consegue fazer com que eu me sinta bem e tranquila diante do nosso destino certo que é o de deixar esse corpo que vestimos aqui.


Terno Rei – Essa Noite Bateu Com Um Sonho (2016)

Esse disco da Terno Rei foi realmente uma redescoberta. Ouvi despretensiosamente há alguns anos atrás e na época não dei a devida atenção. Esse ano, após o “Violeta” (2019) e depois de ter visto dois shows deles, acabei revisitando a discografia e o Essa Noite me marcou intensamente. Todo o álbum tem uma atmosfera soturna, bastante nostálgica. Gosto das escolhas dos timbres, das letras um tanto fragmentadas e do aspecto lo-fi da produção. Fazia um bom tempo que uma banda de rock não mexia comigo do jeito que eles mexeram. Me transporto pra uma adolescência já distante ouvindo esse disco, de uma forma muito legal.


Caraudácia – Libertando Olhares (2017)

Lucas da Vila e Gui Natel, vozes, violão e guitarra. E claro, a participação do Alegre Corrêa na faixa-título. Esse é meu registro favorito da banda, porque capta muito bem a essência deles e a química que vi em poucas duplas na vida. Tem que ver um show deles pra entender. Toda a criatividade e ótimas escolhas do Gui, com harmonias lindíssimas, somada a poesia única do Lucas, me fazem ter a certeza de que esse é um disco que deveria ser bem mais comentado do que é. O “Libertando Olhares” é um trabalho delicado e muito, muito sincero, que serve de alento e ombro amigo nesses dias estranhos de pandemia.


Foto: Suelen Grimes

Bônus: Orquidália – Plantas pela casa

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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