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(Re)Descobertas da quarentena: Marcelo Mancha (banda Eutha)

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É impossível falar de hardcore em Santa Catarina sem citar o Eutha. Formada em 1992, quando a banda se chamava Euthanásia, é um dos principais nomes da música pesada do estado. Nesta quarentena, o baixista e vocalista Marcelo Mancha tem revisitado discografias, de Bob Marley a Napalm Death, passando por Racionais, Jorge Ben e Joy Division. Quando se trata de álbuns, no entanto, os três que mais tocaram na sua casa foram gravados por aqui. Não esperava menos. Esse é nosso.


Budang – 不当 (2019)

O som que os caras fazem tem que ter o componente juventude no meio. Só quem está na casa dos 20 anos (ou até menos, tudo cara de gurizão) consegue reproduzir essa energia e esse sangue nos olhos em forma de som. Tem rock, punk, hardcore, grunge, tudo muito bem misturado. O pacote é completo. A capa old school é foda, as letras e a atitude cercadas de um certo “tocá-lhe os pé”, os arranjos das músicas são criativos, o instrumental muito bem timbrado e vale destacar também o trabalho do vocalista Gui, que tem uma variação bem massa na interpretação vocal, canta e/ou grita sempre que a música pede. A faixa “Abominável Proscratinador de Leve”, tem um sax. Fim. Ouve lá.


Rest In Chaos – Trapped by Yourself (2020)

O lance aqui pede uma certa iniciação. O negócio aqui é thrash metal, com salpicos de death, hardcore, grind e vai descendo. Uma banda nova, mas formada por uma galera experiente da cena alternativa e pesada de Santa Catarina. Quem já viu a Rest In Chaos ao vivo sabe que a experiência é forte. Coloca o som no fone e vais te imaginar na roda punk lá na Célula Showcase. Pesado.


End Of Pipe – Mass Hysteria (2020)

Conheço o End of Pipe desde o começo e considero o mais completo lançamento da banda até agora. Eles conseguiram gravar um material muito rico, mostrando da melhor forma as principais características do grupo. O álbum tem várias participações especiais e o vocalista Uirá Medeiros está cantando muito. Uns chamam de hardcore melódico, outros de punk rock. O End of Pipe faz as duas coisas e muito mais. Forte candidato ao melhor disco do ano.


Bônus: Eutha – Kobrasol Rulezzz (Outro dia em Chaoszoonopolis)

Foto: Tóia Oliveira

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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