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(Re)Descobertas da quarentena: Thiago Mates (Stella Folks)

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A Stella Folks, de Florianópolis, surgiu oficialmente em agosto de 2017, com o single “Despertador”. A gravação em Belo Horizonte (MG) com Fábio Della (Aerocirco), grande influência para a banda, mostrou que a “Stella” não estava para brincadeira. Após o lançamento do primeiro álbum, algumas trocas de formação, a apresentação na Orquestra de Baterias de 2019, o grupo está produzindo um novo trabalho que promete surpreender, segundo o vocalista Thiago Mates, convidado desta quinta-feira (1) das (Re)descobertas da quarentena.


Samambaia Sound Club – Samambaia Sound Club (2006)

Eu sempre ouvi mais o segundo, agora talvez por estar tocando com o André (Guesser, baterista) comecei a dar mais atenção para esse disco. É fantástico, tem uma das melhores músicas da banda, “Quando encontrarem nós dois”, que tem uma letra foda, além de “Maracutaia”, “Michê”, vários clássicos. Gosto músico do som da caixa, da bateria, é um discaço, sempre que ouço me remete a uma outra época da música aqui no estado, lembro das histórias do Jean (Mafra, vocalista) contando que o show de lançamento foi num TAC lotado, a galera fazendo fila na rua. Uma das nossas composições novas é do André, tem uma pegada mais pro funk. É um momento que estou dando atenção para um disco e para um estilo que eu não tinha dado antes.


Scalene – Respiro (2019)

Na primeira vez que ouvi me causou uma estranheza. A banda mudou da água para o vinho, mas hoje é o que mais gosto deles disparado. Acho as letras muito boas, composições excelentes, tem o Ney Matogrosso, o Hamilton de Holanda. Mais uma vez falando da Stella, a banda não vai perder a sua essência no próximo trabalho, mas vamos experimentar mais coisas, e acho que pegar bandas que tinham um estilo, uma identidade formada e depois não se importaram em fazer algo diferente tem me ajudado a entender que a banda está num momento diferente. Esse disco é muito bom, o Gustavo Bertoni está cantando muito.


Antônio Carlos Jobim – The Wonderful World of Antonio Carlos Jobim (1965)

É uma pérola, gosto bastante de bossa nova, mas a maioria das coisas do Tom Jobim é muito instrumental ou então são outros artistas fazendo releituras. Nesse ele canta o disco todo e eu adoro ouvir o Tom Jobim cantar. Esse disco é foda, uma reunião de clássicos. Pra mim é uma escola ouvir rock, bossa nova, jazz, samba, tudo é viável, tudo é importante e tudo a gente tira proveito: essa variação de estilos tem me ajudado a não ficar preso em nenhum rótulo e fazer o meu.


Bônus: Stella Folks – Stella Folks (2019)

Foto: Tóia Oliveira

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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