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Rifferama apresenta os artistas mais ouvidos de Santa Catarina*

*por Daniel Silva e Fabio Bispo

Os serviços de streaming (Apple Music, Deezer, Napster, Spotify, Tidal, entre outros) já são três vezes mais rentáveis do que as mídias físicas no Brasil. A comodidade, o custo baixo e a enorme oferta mudou a forma de as pessoas consumirem música no mundo inteiro e também gerou uma nova fonte de receita (mínima na maioria das vezes, é verdade) para os artistas. Até mesmo o foco da divulgação dos trabalhos convergiu para essas plataformas.

Ciente desse momento, o Rifferama quis saber quais são os artistas e grupos de Santa Catarina mais ouvidos por aqui. A lista, que em princípio tinha dez nomes, fechou com 15 e traz as execuções no Youtube e Spotify. A contagem, feita de forma manual, vídeo por vídeo, música por música, levou em consideração os seguintes critérios: apenas gravações de estúdio (faixas ao vivo, remixadas ou acústicas não foram contabilizadas) disponíveis nos canais oficiais ou de gravadoras, selos e produtoras.

A pesquisa levou em conta, também, participações dos músicos em outros projetos, caso do rapper Makalister, de São José, cabeça de chave o cypher antológico “Poetas no Topo”, que soma mais de 15 milhões de visualizações no Youtube. A prova da força do rap é a presença de três artistas do gênero no topo. O manezinho Mussoumano, fenômeno da Internet, lidera a lista. Youtuber e rapper, o trabalho autoral de Mussa tem 54 milhões de plays.

O Dazaranha vem na quinta posição, com 11,1 milhões de execuções. A maior banda de Santa Catarina poderia apresentar números mais expressivos. O álbum “Seja Bem-Vindo”, por exemplo, não consta no Spotify, e a banda adicionou todas as suas músicas no Youtube há apenas três anos. Não é raro ver músicas do Daza com mais de um milhão de plays em canais particulares.

O rock tem apenas dois representantes entre os dez mais ouvidos. O Muro de Pedra, de Balneário Camboriú, tem um trabalho gravado com Rodolfo Abrantes (ex-Raimundos) que representa boa parte dos seus 6,5 milhões de plays. A Ponto Nulo no Céu chegou bem perto, impulsionada pelos clipes “Clarão”, com mais de 960 mil execuções, e “Telas”, visto quase 700 mil vezes. 

Ranking de execuções (até 4 de maio)

Mussa – 54 milhões

Eltin (Florianópolis) – 26,5 milhões

Makalister (São José) – 25,6 milhões

Jade Baraldo (Brusque) – 14 milhões

Dazaranha (Florianópolis) – 11,1 milhões

O Muro de Pedra (Balneário Camboriú) – 6,5 milhões

Ponto Nulo no Céu (Gravatal) – 6,4 milhões

Reis do Nada (Florianópolis) – 5,9 milhões

Elekfantz (Florianópolis) – 4,3 milhões

Rizzih (Itajaí) – 3,2 milhões

Deborah Blando (Florianópolis) – 3,1 milhões

Nego Joe (Itapema) – 2,6 milhões

Bonde do Metaleiro (São José) – 1,2 milhão

Noahs (Florianópolis) – 917 mil

Disaster Cities (Chapecó) – 708 mil

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

2 Comentários

  1. Parabéns pelo trabalho Daniel. Vamos fortalecer o cenário musical do nosso estado.

  2. Coisa linda, baita trabalho. Valeu Daniel, parabéns pelo seu trabalho meu caro.

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