Mauro Goulart

Rifferama Entrevista: Dazaranha

Foto: Mauro Goulart

O dia 10 de fevereiro de 2016 ficará marcado para sempre na história da música de Santa Catarina. Nesta data, o Dazaranha anunciou a saída de Gazu, voz e imagem da banda desde 1992. Passados quatro meses do rompimento, a nova formação, que agora conta com os guitarristas Moriel Costa e Chico Martins dividindo os vocais, tem muitos planos para o futuro.

Ainda neste ano, o Daza lança o seu sexto álbum de estúdio. Em entrevista exclusiva para o Rifferama, Moriel, principal compositor do grupo, falou sobre este novo momento do Dazaranha, que completa 25 anos de estrada em 2017.

Rifferama – Como o púbico está recebendo essa nova fase, nova formação e novo repertório do Dazaranha?

Moriel Costa – Eu sou Figueira e tenho necessidade que o meu time jogue bem. E quem gosta do Dazaranha tem essa necessidade. O público prefere acreditar num Daza que vem renovado, com uma nova formação, do que a gente desistir. A nova fase é a mais sensível e delicada da nossa carreira, precisa ter responsabilidade. Somos mantenedores do nosso público, e a saída que temos é ser feliz, melhorar a relação entre nós, aprender com tudo o que vivemos e estamos vivendo e atender a necessidade das pessoas de ouvirem música catarinense.

Rifferama – Você e o Chico já cantavam, têm discos solo, mas como foi encarar o microfone da banda?

Moriel Costa – O Chico tem mais técnica, mais qualidade, eu interpreto as minhas músicas do meu jeito, ou seja, sou mais esforçado do que realmente um vocalista. Tu tens propriedade porque já toca música há muito tempo, então tu encaras. O que o público muitas vezes quer é te ver sorrindo e cantando do jeito que for pra ele. Os fãs são exigentes, mas a exigência principal é que tu estejas inteiro e feliz ali.

Rifferama – Como está o processo de produção do novo disco?

Moriel Costa – Algumas músicas já existiam, mas a maioria é muito recente, vou te dizer que é um trabalho que está sendo tratado com muito carinho. Estamos sendo responsáveis com aquelas obras, agora se vão longe ou não isso não importa, o que importa é que estamos as tratando como se deve tratar uma música. Horas, ritmo, melodia, harmonia, “bota mais dois pontos no beat, sobe o tom, a parte dois tira, repete a parte três, acaba com essa música, ela não é boa e vamos para a próxima”. Isso que é legal.

Rifferama – Quando uma banda passa por uma mudança existe aquela vontade de mostrar um novo trabalho. Vocês estão se sentindo assim?

Moriel Costa – Isso é o nosso novo momento, temos que fechar esse ciclo do disco. É daí que nasce um novo momento para nós. Hoje não temos o produto, um disco para falar dessa nova imagem. Estamos vindo com novo site, novas fotos, novas músicas, novas redes sociais, nova gestão. Basicamente é pau no ombro e “taca-le o pau”.

Rifferama – Como vai soar esse novo disco? Estão preparados para as críticas?

Moriel Costa – Ele tem um funk, acho que ele tem uns reggaes também. Ele vem como o Dazaranha sempre se demonstrou, com algumas faces. Não que esteja atirando para todos os lados, mas entendendo que as músicas vêm e elas têm que ser feitas do jeito que ficaram. Gravamos até o final de junho, tem aquele tempo do produtor (Carlos Trilha), mas acredito que no início de agosto esteja pronto. São mais uns 20 dias para prensar. Se a banda for realmente o que está se propondo, pode reprovar porque vamos fazer outro, mas acho que não vão. Vamos ter uma aceitação do público. Eu acredito muito no próximo disco. Acredito muito, muito, muito. Tem umas quatro ou cinco músicas que são encantadoras. Elas falam o que a galera quer ouvir.

Rifferama – Quais são os planos para os 25 anos do Dazaranha?

Moriel Costa – Vamos fazer um DVD comemorativo, juntando a nossa discografia. Sem dúvida é o ano de restabelecer as coisas profissionalmente e comercialmente. Nos aceitamos numa condição de estar nos reestruturando, reafirmando. É bacana.

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

Um comentário

  1. Parabéns pela entrevista, bela banda a Dazaranha.

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