Shadow of Sadness é de Itapema

Shadow of Sadness mostra “…- – -…” no River Rock

O Motódromo de Indaial recebe a partir de hoje, dia 9, milhares de fãs da música pesada, no River Rock Festival (confira preço dos ingressos, horários e outras informações aqui), um dos mais tradicionais de Santa Catarina. São quase 40 shows em três dias, com destaque para Sepultura e Claustrofobia, além de grandes bandas daqui do estado como Rhestus (Indaial), Perpetual Dreams (Blumenau), Khrophus (São José) e a Shadow of Sadness, de Itapema, que ilustra esse post.

Depois de 10 anos do lançamento do primeiro disco, Way to Hell (2004), a Shadow of Sadness deve lançar um novo trabalho, intitulado “…—…”, que é a representação escrita do sinal de S.O.S. feita em código Morse. Com o instrumental já gravado, no AML Estúdio, em Ingleses, resta apenas finalizar os vocais. Mas não é tão simples assim, como explica o guitarrista Christian Avon.

– Trabalho em dois empregos, de segunda a segunda, das 8h às 22h. Claro que tenho alguns horários de folga no meio, senão já tinha empacotado. Mas também tenho três filhos para criar e sou o responsável pela parte lírica da banda. Tem letras de músicas que ainda estou escrevendo, só que também a inspiração não está ali disponível quando estou com tempo para me dedicar a isso. Se fosse escrever sobre heavy metal, sobre a bunda de alguém, já tinha feito 10 discos, mas existe a responsabilidade em fazer algo com conteúdo, mesmo que ninguém se importe ou entenda uma palavra do que eu coloque pra fora.

Christian Avon, vocalista da Shadow of Sadness

Christian Avon, voz da Shadow of Sadness.

Recentemente, o baixista Fernando Mafra, que é irmão do vocalista e compôs boa parte do material registrado no álbum, deixou o grupo para se dedicar a outros projetos musicais. No seu lugar entrou o amigo Daniel Iahn (o terceiro da direita para a esquerda), ex-Nevralgia, que “quebra uns galhos” para a banda há muitos anos.

Enquanto o novo disco não sai, a Shadow of Sadness segue aperfeiçoando o seu som. A entrada do baterista Thiago Diniz, em 2006, impulsionou a música da banda, que vem se tornando mais complexa. Não é puro death metal nem thrash, muito menos heavy. Como o vocalista costuma dizer, “é metal com vocal de urso”. Esse amadurecimento do quarteto poderá ser visto nesse sábado, dia 10, às 11h30. Será a quarta participação da Shadow no River.

– Não consigo avaliar com ouvidos imparciais sobre o que representa o nosso som. As composições estão mais elaboradas em comparação ao Way to Hell. É menos cru, tem bastante melodia, dosada muito peso. Foge do óbvio. Aquela coisa de escutar uma música e saber o que vem na sequência é algo que gostamos de evitar. O River é referência em festival. Toda banda quer ir lá e mostrar o seu som. Não costumo criar expectativa para show. É sinônimo de decepção, pra mim. Esperamos fazer uma boa apresentação e ser bem recebidos pelo público. O que vier a mais é lucro.

Foto: Carol Avon

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

6 Comentários

  1. Shadow of Sadness é uma sonzeira!!!!
    Pena que não pude ir no River este ano!!! \,,/

  2. O Blog está Show, 12!
    Abraço!

  3. Esse Rifferama tá cada vez melhor. Que cara bonito esse Christian heuaheuaheua

  4. Dale 12. Quebra tudo garoto.

    Abraço

  5. Muito boa essa banda, hein??

  6. Opa!!
    Que bonitos nós estamos rsrs...

    Amanhã quebra tudo no River!!!

DEIXE UM COMENTÁRIO.

Your email address will not be published. Required fields are marked *