Max Cavalera Portraits In Melbourne

Soulfly (Max Cavalera) se apresenta pela primeira vez em Florianópolis na turnê de “Archangel”

Foto: Martin Philbey

A última vez que Max Cavaleira chegou perto de Florianópolis foi em 1994, quando se apresentou com o Sepultura em Balneário Camboriú, no histórico show ao lado de Ramones e Raimundos, no extinto pavilhão da Santur.

Nesta quarta-feira (6), o lendário vocalista toca pela primeira vez na Capital de Santa Catarina, no John Bull, na turnê de divulgação de “Archangel”, 10º disco de estúdio do Soulfly.

Quando Max deixou o Sepultura, em 1996, nem o fã mais otimista esperava que o Soulfly chegasse tão longe. Maior nome do metal brasileiro, o músico conseguiu se manter relevante, tanto com a sua banda principal quanto em projetos paralelos.

Seja antes, com o Nailbomb, ou depois, com o supergrupo Killer be Killed, e o Cavalera Conspiracy, com o irmão e baterista Iggor. Após dez anos sem contato, eles resolveram as suas diferenças e gravaram três álbuns, o último em 2014 – “Pandemonium”.

Mesmo 20 anos depois da separação é impossível não sonhar com uma reunião. Afinal, se até Axl Rose voltou a dividir o palco com Slash e Duff McKagan (num 1° de abril!), os Cavalera, quem sabe, podem se juntar ao guitarrista Andreas Kisser e ao baixista Paulo Jr. novamente no futuro. O quarteto, que assombrou o mundo entre o fim da década de 1980 e o começo da década de 1990, deve muito – ou quase tudo – ao seu antigo frontman.

No Soulfly, Max Cavalera continuou fazendo a mistura de peso, groove e ritmos brasileiros consagrada em “Roots” (1996), disco seminal para a consolidação do new metal nos Estados Unidos. Com o passar dos anos, o vocalista decidiu apostar em um som mais extremo, mais próximo do death metal, e “Archangel”, lançado em agosto do ano passado, é um dos mais pesados do grupo.

A banda chegou a contar com dois dos filhos de Max. Igor Cavalera Jr. assumiu o posto de Tony Campos (Static-X) brevemente em 2015. Zyon, cujos batimentos cardíacos ainda no útero da sua mãe, Gloria, abrem a clássica “Refuse/Resist”, acompanha o pai desde 2013 na bateria, substituindo o grande David Kinkade (Borknagar). O guitarrista Marc Rizzo (Ill Niño), fiel escudeiro de Cavalera, e Mike Leon (baixo), completam o quarteto. Imperdível.

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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