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Stryx volta aos palcos após 26 anos no Projeto 12:30 (UFSC)

A Stryx, de Florianópolis, foi a banda catarinense que chegou mais perto de sentir o gostinho de fazer sucesso. Entre 1986 e 1992, o grupo mudou de nome (se chamava Kromo), assinou com a Sony Music e lançou um disco que emplacou músicas em duas novelas, na Globo e no SBT. O quinteto liderado por Marco Audino (voz) participou dos principais programas de TV da época, como Xuxa, Os Trapalhões, Mara Maravilha, Clube do Bolinha, entre outros.

Nesta quarta-feira (1º de agosto), a Stryx abre a programação do Projeto 12:30 neste segundo semestre. É o primeiro show da banda em 26 anos. A reestreia do grupo, que conta com três integrantes originais (Marco Audino nos vocais, Moacir Lisboa nos teclados e Rodrigo Audino no baixo), é promovida pelo Departamento Artístico Cultural da UFSC. A apresentação é gratuita e aberta à comunidade e será realizada às 12h30, ao lado do Centro de Cultura e Eventos.

O livro “Crime Perfeitcho: Rock anos 1980, Mundo 48”, do saudoso professor Rodrigo de Souza Mota, morto em março deste ano, conta a aproximação da Stryx com o mainstream. Seguem trechos retirado da obra, páginas 216 a 218.

“Ter a música dentro do casting da Rede Globo era algo almejado por vários músicos, podendo até mesmo modificar o seu estilo ou toda a sua roupagem para alcançar o sucesso. No caso de Santa Catarina, o exemplo mais significativo é a banda Kromo, que se modifica para Stryx. Mesmo possuindo material próprio, ao assinarem com a Sony, os rapazes permitem ter toda a sua característica estética criada por dois produtores, Ricardo Leão e Victor Chicri. Antes mesmo de gravarem, a Sony consegue vincular a banda a uma novela, ‘Araponga’. O lançamento do disco (em 1991) acontece no programa ‘Os Trapalhões’, com a música ‘Nu de corpo e alma’, divulgada por vários programas da Rede Globo”.

Além das clássicas “Estou de volta” e “Nu de corpo e alma”, do primeiro álbum, a Stryx está com um repertório renovado, com composições da formação atual, que também conta com o baterista Maurício Albatroz, substituindo Emerson Sperandio, falecido no começo deste ano, e o guitarrista Lucca Diniz.

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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