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Tarrafa Elétrica lança o quinto single de álbum colaborativo

O Grupo Cultural Tarrafa Elétrica, de Itajaí, é mais que uma banda. Além do trabalho de preservar a cultura regional catarinense por meio da música e parceria com entidades como o Núcleo de Estudos Açorianos (UFSC), por exemplo, os integrantes estão envolvidos em atividades políticas e  socioambientais. Nesta quarta-feira (6), o coletivo lança “Tainhas de Mamão”, quinto single do projeto Cardume, álbum que vem sendo desenvolvido em colaboração com outros artistas, fãs e pessoas que se identificam com a cultura “peixeira”.

A letra de “Tainhas de Mamão” apresenta uma ideia que o vocalista e compositor Evandro Marquesi tinha de muito tempo, que era juntar as referências do folclore nacional com o de Santa Catarina. Então tem a Maricota mergulhando com a Iara, o Saci remando em Itajaí, a festa das bruxas de Franklin Cascaes, que é uma grande referência para a banda. Esse grande encontro de criaturas é atrapalhado pelo “moço do progresso, a pior assombração”, que derrubou, desmatou e loteou todo o costão.

— Muito da descaracterização cultural vem da ocupação desordenada que ocorreu nessas áreas litorâneas onde as nossas canções costumam tocar mais forte. Nossa trajetória é feita de várias parcerias, em termos de militância e ação direta, participando de audiências públicas, sempre nos posicionando politicamente. Essa é uma das bandeiras que defendemos, por isso o Grupo Cultural Tarrafa Elétrica. Existe a banda, mas temos outras áreas de atuação.

“Tainhas de Mamão”, assim como os outros singles lançados no ano passado, foi gravada no estúdio Café Maestro, em Itajaí, com produção do grande Ozeias Rodrigues. O Tarrafa Elétrica ainda tem mais um som na manga antes de liberar o disco completo, que terá mais duas inéditas. “Cardume”, financiado pela Lei de Incentivo à Cultura da Prefeitura de Itajaí, é fruto de um grupo de discussão criado pela banda no Facebook em que cada música foi decidida em conjunto, desde letras, ideias de composições, artes e demais detalhes.

— O grupo surgiu de uma necessidade de dar um norte ao nosso trabalho. Será que o que estávamos fazendo é o que o nosso público quer ouvir? Então criamos o Cardume para interagir e fazer essas perguntas. O nome foi escolhido por meio de enquete e tivemos ajuda para letras de músicas, a criação da identidade visual do projeto, também compartilhamos ideias de composição. O processo foi feito meio no escuro, mas aprendemos bastante com isso.

Foto: Charles Augusto

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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