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Videomaker satiriza clipes de bandas catarinenses

O baterista Johnny Duluti (Califaliza e Eutha) é um dos videomakers mais ativos da região. Criador do canal Ferradura, o músico já produziu cerca de 20 clipes para bandas como Blame, Magnólia e Cyclos. Além desse formato, Johnny dirige outros projetos, como o Riffando (com o guitarrista Fábio Ribeiro), o Bass Medley (com o baixista Vinícius Ferreira), o Stand Up Drums (com ele próprio nas baquetas), um programa nas rádios Ozz e Floripa Rock e o Piores Clipes Ferradura, sua última empreitada.

E ele não esconde de ninguém. A ideia da série foi copiar o Piores Clipes da MTV. Cansado de produzir vídeos para grupos da região que “não se levam a sério”, Johnny pensou que se apontasse os erros e fizesse graça com as bandas teria uma linha de crítica sadia e também criaria conteúdo para o Ferradura. O projeto inicial era satirizar dez clipes, mas as reações foram positivas e indicações começaram a chegar: o programa com o Mamilos Molengas é o 19º.

– A reação das bandas foi a melhor possível. Virou recorrente perguntarem para mim quando vão aparecer no Piores Clipes. Teve até mesmo um pessoal que ainda não tem clipe me abordando pra dizer que vão filmar um vídeo só para participar. Mesmo que algumas pessoas não tenham entendido a piada, a função do programa é fomentar ainda mais a cena local. Não vou ser hipócrita de dizer que não sondei algumas bandas antes de gravar, mas surgiram indicações no meio do processo de pessoas que gostaram da linguagem e indicaram clipes que nunca tinha visto.

Entre as bandas e artistas “homenageados” estão Kronix, L8, Nando Brites, Soobway, Invvicta, Bloomy, Selvagens da Monareta, entre outros. O Piores Clipes Ferradura, que é produzido em parceria com Rafael Villa, também tem espaço para a autocrítica, com tiração de sarro de Johnny a trabalhos que ele mesmo dirigiu, como os trabalhos para o Califaliza e Da Caverna.

Foto: Johnny Duluti

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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