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A roteirista, diretora de arte e compositora Karine Alves é uma batalhadora do rap catarinense. A artista, que já foi conhecida por outras alcunhas como K47 e Ka Alves, hoje milita na cena como ALKA (que chegou a ser grafado brevemente AL-KA). Apesar da dificuldade em produzir pela falta de recursos, a MC não deixou de apresentar trabalhos de qualidade nos últimos anos: entrou para as listas dos melhores do ano do Rifferama com o EP e videoclipe “Tríade” em 2018, o single “Sonhos sobrevivem ao caos” em 2019 e no ano passado com o audiovisual “Sikluz”. Lançada em novembro de 2021, a música batiza o segundo EP, que saiu no dia 7 de julho e encerra um ciclo e começa outro para a rapper.
“Sikluz” é uma junção de vários ciclos da trajetória de ALKA. Um trabalho de transição e reúne composições mais antigas, como “Eu&Eu”, escrita em 2016, que também ganhou um clipe, duas inéditas e uma introdução, além da faixa-título. O EP tem a assinatura dos Soulionel, DJ Bani e Bruno Paks, responsável pela captação, mixagem e masterização, e traz as participações de Erika Gonzalez no baixo, Charles Espindola no violino e DJ Nato PK nos scratches e colagens. Em contato com o Rifferama, a rapper, que atualmente corre atrás da máquina em São Paulo, falou sobre o último lançamento, as trocas de nome artístico e apontou para o futuro. O próximo trabalho da cantora e compositora, que vai se chamar “Retomada”, será um álbum completo.
— Não gravei mais pela falta de acesso, de recursos, mas agora estou num trabalho de retomada. Esse EP foi uma junção de trampos que eu já tinha, uma passagem de ciclo pra mim mesmo, também do nome. Ka Alves é o meu nome, Karine Alves, uso ele para outras áreas em que trabalho, como roteiro e direção de arte. O K47 era da época das batalhas, mas esse ciclo pra mim também já passou, foi uma parte muito importante da minha trajetória. ALKA foi o nome eu cheguei e me identifiquei mais, teve o traço em princípio, mas logo mudei pela facilidade de busca. Os últimos tempos foram de mergulho, mergulho profundo em mim mesma. Eu fui longe pra descobrir o que sempre soube e voltei pra raiz pra regar o que sempre me fortaleceu.
Ficha técnica
Áudio
Composição e interpretação: ALKA
Baixo: Erika Gonzalez
Violino: Charles Espindola
Scratches e colagens: DJ Nato PK
Produção: Bruno Paks, Bani, Soulionel
Gravação, mixagem e masterização: Bruno Paks
Capa
Foto: Evelyn Sales
Arte: Raynan Sanchez