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Anderson Tombini produz álbum solo na terra dos Beatles

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Em 2025, o cantor, compositor, baterista e DJ Anderson Tombini deixou Florianópolis e seu trabalho com o Sonido Club, projeto ao qual se dedicou por mais de 15 anos, para realizar um sonho antigo de morar fora do país. O local escolhido não tinha como ser outro: Liverpool. Desde 2017 o artista participa da International Beatleweek, encontro anual de músicos e fãs dos Fab Four, no histórico Cavern Club. Esse período sabático foi motivado por uma busca pessoal por autoconhecimento e também para acompanhar um novo amor. A estadia na Inglaterra resultou em “Shaolin”, seu primeiro álbum solo, divulgado em 1º de janeiro nas plataformas digitais: a versão física em vinil chega no mês de março, com edição limitada de 500 cópias. Gravado no estúdio Coastal Sound, com engenharia de áudio e mixagem de James Arter, o disco foi masterizado por Adriano Daga (Malta).

Com oito faixas, todas escritas em solo britânico, com exceção da música que batiza o trabalho, engavetada desde a época da banda Faraway, o álbum tem canções escritas tanto em português quanto em inglês — “Shaolin” ganhou versões diferentes da original, em inglês e piano e voz nos dois idiomas. O disco tem uma sonoridade com referências do rock brasileiro dos anos 70 e 80, mas também de outras estéticas como folk e pop, trazendo elementos presentes nas obras de artistas como Raul Seixas e Rita Lee. A aventura do manezinho em Liverpool termina em março, mas antes o músico realiza mais um sonho, de apresentar o seu repertório autoral no Cavern Club (dia 4). O lançamento do vinil em Florianópolis acontecerá em dois shows no Bis Bristrot (19 e 20). Em contato com o Rifferama, Anderson Tombini falou sobre a sua ida para a Inglaterra e os sonhos que vem se materializando na terra dos Beatles.

— Eu vim para Liverpool de uma necessidade de fazer um hiato com o Sonido. Não houve atrito, propus cumprir a agenda e depois precisava de um tempo pra mim. Estava num processo muito forte de reavaliação das prioridades, era uma vontade ficar um tempo no exterior, conhecia a cidade muito bem e vim com a intenção de tanto essa busca pessoal quanto também de um grande amor. Tinha saído de um relacionamento, estava deprimido, e nesse contexto conheci uma pessoa que me motivou muito para que eu estivesse aqui e viver essa experiência. A produção foi se construindo ao longo da jornada, estando aqui seria uma chance de poder batalhar por espaço e vender o meu trabalho aqui fora também. O som do disco é um pouco abrangente. Sou um cara pop, foi isso que consumi a vida inteira. Pisar no palco do Cavern Club com as minhas autorais é uma coisa surreal para mim, um sonho que já tinha realizado no tributo aos Beatles.  

Ficha técnica

Voz e bateria: Anderson Tombini
Engenharia de áudio e mixagem: James Arter
Masterização: Adriano Daga
Violão: Rodrigo Meireles
Violão e guitarra: Dave Gardner
Piano: Alexandre Green
Baixo: Chris Vernon e Adal Henrique
Voz em “Every Silence”: Anna Silvers
Foto: Fanny Diefenthaeler

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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