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Desde 2022, a Roda de Choro Mulheril vem sendo responsável não só como um dos movimentos que revitalizaram a vida cultural do Centro Leste de Florianópolis, mas também, e principalmente, por promover a inclusão e representatividade feminina na cena musical da cidade. Idealizado por Angela Coltri (flauta) e Natália Livramento (violão sete cordas), o projeto, realizado aos sábados, a partir das 14h, na rua Victor Meirelles, em frente ao Bugio Centro, também virou festival e trouxe Angela de volta para o choro. Natural de Bauru (SP), a flautista e compositora começou a tocar aos 18 anos e logo foi estudar no renomado Conservatório de Tatuí. O álbum “Eclipse”, lançado em 23 de dezembro nas plataformas digitais, traz um repertório de oito faixas, incluindo algumas que são executadas na roda, todas escritas pela instrumentista, que também produziu o registro e criou os arranjos para os temas.
“Eclipse”, um dos melhores trabalhos de 2025 segundo o Rifferama, não é um disco de choro qualquer. Primeiro, por não fazer uma releitura da linguagem ou trazer regravações: é um trabalho autoral, com as referências de Angela como musicista. E, mais importante, não soa como outros álbuns de choro, por misturar gêneros diferentes como o samba e ritmos latino-americanos e caribenhos. Com diferentes formações em estúdio, incluindo um tema com quatro flautistas (é acompanhada por Valentina Bravo, Mayara Araújo e Caroline Cantelli), o material foi composto para soar coeso esteticamente, apesar da variedade de estilos e também da quantidade de instrumentistas envolvidos — confira a ficha técnica abaixo. Em contato com o Rifferama, Angela Coltri celebrou o lançamento de “Eclipse”, que abriu as portas para novas pesquisas.
— Ele é um álbum de choro, mas diferente do lugar comum. Tem a ver com a minha trajetória, é um compilado de várias linguagens musicais que absorvi como intérprete fazendo arranjos. Tem um pouco de cada coisa dentro desse trabalho que foi se refletindo nas composições. Eu sempre quis fazer um álbum que a pessoa ouvisse como se fosse um livro, uma música fazendo sentido depois da outra, uma coisa que não fosse desconectada. Apesar de ser um trabalho de composição muito amplo, quis manter uma unidade e essa sensação de que é uma obra foi cumprida. Eu achei que ficaria perdida depois de terminar isso, mas me sinto muito inspirada para pesquisar coisas novas. Finalmente consegui materializar esse processo de pesquisa que eu fazia há muitos anos, agora que o trabalho está pronto para circular, estou com vontade de pesquisar outras formas de escrita, outras formações, tenho essa vontade de fazer coisas novas e diferentes.
Ficha técnica
Produção musical, composições e arranjos: Angela Coltri
Produtora geral: Valentina Bravo
Técnica de gravação: Roberto Fonseca e Adonias Souza Jr.
Engenharia de áudio: Felipe Corbani e Adonias Souza Jr.
Flauta: Angela Coltri, Valentina Bravo, Mayara Araújo e Caroline Cantelli
Flautim: Angela Coltri
Saxofone soprano: Daniela Spielmann, Eduardo Neves e Fabi Ortega
Saxofone tenor: Daniela Spielmann e Eduardo Neves
Clarinete e clarone: Aline Gonçalves e Tammy Okada
Violão de sete cordas: Gabriel Deodato, José Valencia e Natália Livramento
Cavaco: Caio Vinícius e Eduardo Rukat
Piano: Samuel Kartes e Claudia Rivera
Percussão: Everton Reis, Alexis Damián, Rodrigo Campos e Alexandre Damaria
Baixo: Gustavo Martinez, Pablo Lazarte e Trovão Rocha
Guitarra e violão: Gustavo Messina
Bateria: Victor Bub
Direção de arte: Alice Assal
Designer gráfico: Lídia Brancher
Fotografia e vídeos: Sabrina Stahelin
Assessoria de Imprensa: Marina Sartori
Assessoria de mídias: Caroline Cantelli
Maquiagem: Dauan Lopes

