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Desde o lançamento de “Nuvem”, seu primeiro trabalho autoral, o cantor e compositor Antonio Rossa, lageano radicado em Florianópolis, vem construindo uma discografia sólida, tal qual a sua prestigiada atuação como fotógrafo e videomaker. Nesses mais de 15 anos após a estreia, Rossa reuniu material suficiente para fazer uma coletânea. E essa não é uma questão numérica. Poderia ser, afinal são três EPs e um álbum lançados no caminho (sem falar na obra audiovisual) — são 35 canções gravadas no total. Mas o artista criou um repertório com identidade, seja no texto, pessoal e fiel a sua visão de mundo, mas também estético: com parceiros regulares e presentes em toda a trajetória, a música de Antonio Rossa transita entre o rock e as baladas folk. E “Esse tempo todo (Coleção 2009-2025)”, compilação divulgada em 10 de fevereiro, traz 15 faixas escolhidas pelo próprio artista para encerrar uma fase e olhar para frente.
A coletânea abre com a música inédita que dá título ao lançamento e termina com “Quem de nós?”, a mais antiga do repertório, de “Nuvem”. A seleção das faixas abraça boa parte da carreira de Rossa, representando os EPs e o álbum “Fui avisado que o mundo mudou”, de 2022, além de singles importantes como “Aquela canção”, parceria com Felipe Melo lançada em 2014 e apresentada no mesmo ano em um espetáculo acompanhado pela Camerata Florianópolis (assista). Mesmo com uma obra que atravessa décadas diferentes, o artista não teve dificuldade em fechar o repertório. “O mais difícil foi compreender e justificar as que ficariam de fora. Organizei uma playlist particular e fui mexendo na sequência das faixas. Foi como se eu tivesse outra experiência em relação as minhas músicas. Uma surpresa muito legal”, explicou. Em contato com o Rifferama, Antonio Rossa exaltou as parcerias que construiu e se mostrou realizado com o que apresentou até o momento.
— As pessoas que estiveram comigo são fundamentais nesse trabalho. Começa lá atrás com a Sociedade Soul, o Renato Pimentel em todas as fases, gravei com Maurício Peixoto, Rafa Pfleger e Israel Rodrigo. Estava com 29 anos quando o Renato (The Magic Place) me trouxe essa possibilidade de gravar. Marcelo Mudera sempre comigo, Johnny Bosco e Kalunga Heidenreich, pessoas que conheço há muito tempo, tem o Lucas Lermen também. A gente vai seguindo, a vida é pra frente, mas nesse momento de rever o que foi feito, no sentido de organizar. A composição faz parte da minha vida como identidade mesmo, é uma maneira muito importante da minha comunicação. Esse disco é sobre o garoto da foto (tirada por seu pai, em 1985) que continua aqui agora, com os olhos pra frente, mas com orgulho pela trajetória. São vários Antonios, a partir de que são várias relações que montam essa obra. Essa coletânea também são essas pessoas, caminhamos juntos e somos interligados.
Foto: Ana Andrade

