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“Space Invaders”, terceiro registro dos Damn Niuves, pegou bastante gente de surpresa. A banda formada por músicos de Jaraguá do Sul e Guaramirim, em 2014, durante pausa do Fly-X, do vocalista e guitarrista João Luís, nunca acabou oficialmente ou deixou de ensaiar e fazer shows, mas vinha de mais de dez anos sem lançamentos: o EP “Whatever” saiu em 2015 — o grupo ainda tem o álbum “From Nibiru” (2014). Com quatro faixas, “Space Invaders”, divulgado em 31 de janeiro nas plataformas digitais, é o primeiro trabalho com o baterista Matheus Capelari, que se juntou a Dione Biscaro (guitarra) e Allan Kanzler (baixo) em 2016, e traz as participações de André Lemke (voz, ex-The Bookeepers) e Maycon Giliolli (guitarra, Repulsores) na faixa título e Gabriel Barg (vocais, ex-Rec On Mute e Where I Belong) em três músicas. A arte da capa é assinada por Ana Médici.
A exemplo dos outros materiais da banda, tudo foi gravado em casa (com exceção das baterias em “Whatever”, captadas por Deny Bonfante em Blumenau), com mixagem e masterização feitas pelo baixista. Esse foi um dos motivos pelo qual o grupo demorou esse período de tempo para lançar um novo registro. O objetivo dos Damn Niueves, em princípio, era trabalhar com algum produtor, mas após algumas tentativas, o quarteto desistiu e, em fevereiro de 2024, Kanzler pegou um mês de férias e reuniu os amigos para gravar as quatro músicas do repertório do EP, que foram compostas praticamente na mesma época dos trabalhos anteriores. Como “Space Invaders” encerrou o hiato, agora os Damn Niuves querem produzir mais coisas. “Temos músicas para mais um EP, que está em pré-produção, e outras para um próximo”, contou o baixista. Em contato com o Rifferama, Allan Kanzler falou sobre a manutenção da sonoridade da banda.
— A gente sempre teve o som bem cru, rápido e sujo, com bastante power chord. Tentamos ter sempre um riff marcante de guitarra para cada música, mais as melodias vocais e afinação baixa. As músicas são tocadas sempre do mesmo jeito, tentando ser mais simples. A sonoridade tem a ver como a gente grava as coisas, os timbres acabam soando parecido, a gente sabe como quer soar e tenta fazer o máximo desse jeito. É uma das partes boas de gravar sozinho, o ruim é que quando não está bom a gente não tem uma ideia de fora e não tem a expertise de outras pessoas. Desses dez anos entre um EP e outro, parece que não mudou nada para a banda. Quando a gente vai ensaiar é a mesma coisa. Parece que o tempo parou pra gente, do jeito certo. A gente escuta o que a gente gosta, por mais que sejam coisas diferentes, são as mesmas coisas de sempre, e a gente acaba criando o nosso som assim.
No dia 4 de abril, os Damn Niueves fazem o show de lançamento do EP “Space Invaders” no anfiteatro do Parque da Inovação, em Jaraguá do Sul, ao lado das locais Repulsores, Estado Deplorável e da banda convidada Soco HC, de Barra Velha. Mais informações

