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O guitarrista, compositor e produtor musical Deny Rodrigo Bonfante, de Blumenau, não segue tendências. Com mais de 30 anos de carreira, que começou “oficialmente” em 1998 com o lançamento de “The Dark Way Project”, primeiro CD demo da Perpetual Dreams (se chamava Symphony entre 1995 a 1998), banda de metal melódico/hard rock, o artista tem dez álbuns no currículo, sem contar os materiais ao vivo (em áudio e vídeo) e promocionais. “Midnight Star” (2011), seu disco de estreia solo, inaugurou a sua primeira trilogia instrumental, com uma sonoridade voltada para o estilo neoclássico, influenciado principalmente pelo sueco Yngwie Malmsteen. Os dois registros seguintes, “Spirit of Light” (2015) e “Stronger Than Darkness” (2019) trazem faixas com Ariel Coelho nos vocais. Em 2020, Bonfante divulgou o capítulo inicial de mais uma trilogia: Triskle Acoustic Project.
Inspirado pela sua experiência como autor de trilhas sonoras para programas de TV, o músico fez três álbuns instrumentais de violão, solo ou com banda e orquestra, numa abordagem próxima do erudito, com a execução virtuosa de sempre. “Aurora Call”, o último volume da série, que tem também “Silver Arrow” (2023) e “Sunstorm” (2020), combina faixas inéditas e releituras acústicas de composições de álbuns anteriores. Todos os discos foram produzidos pelo guitarrista no RVB Estúdios. “É outra forma de abordar as músicas, foi bem desafiador fazer soar bem com outra estética, tem que superar ali, quebrar a cabeça para encaixar certinho”, comentou o artista, que tem novidades. Além de preparar mais uma trilogia, dessa vez com vocais, a Perpetual Dreams está preparando um novo disco. Em contato com o Rifferama, Deny Bonfante deu detalhes sobre os próximos projetos e falou sobre o seu método de trabalho.
— Tenho separado os meus trabalhos em trilogias, dá para mostrar melhor as ideias e compor mais. Sempre fui mais fã da ideia de álbum, nunca fui adepto do single. Os meus primeiros três álbuns solo foram com bateria, baixo e guitarra, nesse projeto da trilogia de violão comecei a fazer algumas releituras das músicas instrumentais, mas com essa pegada de violão e orquestra, mais trilha sonora de filme. Estou gravando o primeiro disco de uma nova trilogia, eu pretendo cantar em pelo menos uma boa parte delas. Acho que chegou a hora de fazer algo nesse caminho, não é todo mundo que se envolve com música instrumental. Será um álbum mais hard rock, outro mais para o melódico e progressivo e outro mais heavy metal tradicional. Espero lançar o primeiro volume daqui um ano. Em paralelo estamos fazendo um trabalho novo com a Perpetual Dreams, que ainda está ativa, mas um pouco mais em estúdio.
Foto: Wanderson Damasceno

