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O EP “Do avesso”, da cantora e compositora Elisa Cordeiro, de Itajaí, nasceu aclamado tanto pelo público quanto pela crítica. Todas as cinco músicas lançadas em 27 de novembro nas plataformas digitais se destacaram em festivais nos últimos anos: “Deusa música”, “Brasil do avesso” e “Teu rolê” levaram o terceiro, segundo e terceiro lugares no Festival da Canção de Balneário Camboriú em 2021, 2022 e 2023, respectivamente; “O trabalhador” foi a vencedora do Festival da Canção de Navegantes de 2023; “Coragem pra gente” ficou na quarta posição no Festival da Canção de Brusque de 2025. Viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura de Itajaí, “Do avesso” foi produzido por Elieser de Jesus (também tocou piano e assinou a mixagem) e traz Elisa acompanhada por Micael Graciki (guitarra, violão e bandolim), Celeste José de Matos “Sete Bass” (baixo), Braion Johnny (sopros) e Rafael Vieira (bateria e percussão).
O trabalho de estreia da artista, que é professora do Conservatório Carlinhos Niehues, é uma aula de música brasileira. Abrangente nos climas, o EP traz duas faixas escritas pela cantora, “Deusa música”, que tem a participação especial de Giana Cervi e ganhou videoclipe dirigido por Bruno Golembiewski e Laura Vieira, e “Coragem pra gente”, em parceria com Micael Graciki e Sete Bass — as outras três canções são de autoria do guitarrista. “Do avesso” tem o balanço de “Teu rolê”, a politizada “O trabalhador”, um repertório com raiz no samba e uma performance vocal de tirar o fôlego em todo registro, com uma banda de peso. Um trabalho que foi construído aos poucos, lá em 2019. A pré-produção foi feita durante a pandemia, mas a captação só rolou no ano passado. “Quando a gente começou a engrenar nas gravações, tive uma perda familiar e ali eu travei. O EP foi indo bem devagarinho, fazendo as coisas e vivendo como conseguia”, explicou. Em contato com o Rifferama, Elisa Cordeiro falou da sua estreia como compositora e da musicalidade de “Do avesso”.
— Três composições são do Mica, parceiro de longa data, uma pessoa muito importante na minha vida. Já era super fã do TerrAvista, banda que ele é o principal compositor, e gosto das temáticas, do que ele fala, tenho que cantar sobre algo que me vejo cantando. Lapidamos as músicas e o Elieser transformou tudo, arranjou maravilhosamente e gravamos muito felizes. As ideias eram muito criativas e o impulso era sempre a brasilidade, samba e groove, o que os meninos soam muito. Eu amo o samba e misturamos a essência deles com o que eu amo e acho que ficou com a nossa cara. “Deusa música” fiz pensando em falar de algo que não fosse só uma crítica ao mundo, mas o que me salva também. A Gi foi minha incentivadora desde que comecei a estudar, grande referência de música autoral que tenho na região e ela gravou essa participação. Não tinha como ser outra pessoa.
Ficha técnica
Voz: Elisa Cordeiro
Guitarra, violão e bandolim: Micael Graciki
Baixo: Celeste José de Matos “Sete Bass”
Piano, produção musical e mixagem: Elieser de Jesus
Bateria e percussão: Rafael Vieira
Sopros: Braion Johnny
Participação: Giana Cervi
Masterização: Marcelo Fruet
Capa/Fotografia: Bruno Golembiewski, Laura Vieira e Lara Beatriz
Ficha técnica
Produção musical: Elieser de Jesus
Masterização: Marcelo Fruet
Produção audiovisual: Bruno Golembiewski e Laura Vieira
Agradecimentos: Cris Feller, Rodrigo Schaefer e equipe do Museu Histórico de Itajaí

