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Elyra faz o caminho do cover ao autoral buscando identidade

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Kathy Maurici (voz e baixo) e Beto Barth (bateria) se conheceram quando tocavam em bandas de thrash metal em Brusque. Os dois chegaram a ensaiar juntos, mas a ideia não foi para frente e os dois se reencontraram em um tributo ao Evanescence, que segue em atividade. Desse grupo, que conta também com o guitarrista Thiago Correia, surgiu a Elyra, em 2024. O trio gravou o primeiro EP, “E L Y R A”, no Euphonia Estúdio, com produção, captação, mixagem e masterização de Demis Assis Kohler. Viabilizado pela PNAB (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura), o registro tem quatro faixas e foi lançado em 15 de novembro nas plataformas digitais. O guitarrista Thiago Correia preferiu seguir apenas com o trabalho cover, mas está presente nos três videoclipes que a banda filmou: “Married With the Devil”, “Panic” e “The Enemy”, todos com direção da cantora.

Atualmente um quarteto, a Elyra também traz na sua formação os músicos Julio Garcez (guitarra) e Edu Martineghi (baixo) — a vocalista assumiu os graves no estúdio para fazer o EP, mas prefere focar na presença de palco nos shows. Desde o começo da banda, Kathy tinha o objetivo de criar uma identidade, longe dos clichês do metal sinfônico, principalmente. A estética da banda mistura influências de grupos como Evanescence, Nightwish, Lacuna Coil, In This Moment e Jinjer, com elementos do sinfônico, mas também do gótico e de algo mais atual, do metal alternativo. A mensagem também é algo importante para a Elyra, que usa como slogan a frase “O caos que liberta”. “Queremos ajudar as pessoas com a nossa música, usar o metal para libertar as pessoas das amarras e coisas ruins”, afirmou a cantora e compositora. Em contato com o Rifferama, Kathy Maurici falou sobre sonoridade de “E L Y R A”, que deve apresentar novidades nos próximos lançamentos.

— Eu queria tentar fazer uma coisa diferente. É difícil inovar, parece que tudo já foi inventado. Uma forma de tentar inovar seria misturar referências e estilos diferentes para não ser só mais uma banda. Sem querer ofender ninguém, acho que o sinfônico parou no tempo, queria fugir desse som datado e trazer elementos novos. Eu nem uso técnicas de vocal lírico, estou estudando os drives para colocar nas músicas e deixar mais com essa cara moderna. A intenção é transitar entre esses três estilos, sem perder a identidade do sinfônico e do gótico, ter essa coisa feminina, mas ao mesmo tempo trazer o peso do metal moderno. Nossa intenção é fazer um álbum, tentar outro edital. Vamos continuar compondo nessa mesma linha, mas como agora entraram novos integrantes será inevitável ter as influências deles para equilibrar com essa identidade que a gente criou e fazer novos trabalhos.

Foto: Rafael Klein

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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