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Gramal completa trilogia involuntária com single “O término”

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As músicas “Yasmin” (2024), “O teatro” (2023) e “O término” (2026), da Gramal, se colocadas nessa sequência, completam uma história, mesmo que de forma não intencional, de experiências que o vocalista e guitarrista Matheus Feijó viveu. A constatação partiu da própria banda durante um dos ensaios. A primeira é dedicada a um amor do passado, a segunda (ambas estão no repertório do álbum “Avaranda”, lançado em 2024) retrata uma fase marcada por desentendimentos, enquanto o novo single, que saiu em 23 de janeiro nas plataformas digitais, é a síntese da trama. “Elas são músicas antigas, a forma que tenho de ouvir elas hoje é quase como um divã, parece que estou ouvindo um outro eu. É uma relação quase fotográfica”, explicou Feijó sobre a canção, que foi produzida no Estúdio Jinga, em Florianópolis, por Bernardo Xavier (Portão Azul).

Para o próximo trabalho, Matheus Feijó, Djonathan Hinckel (guitarra), Victor de Franceschi (baixo e voz) e Guilherme Garcia (bateria) devem explorar outras sonoridades, sair da zona de conforto. “O término” já indica outro caminho a ser seguido, não só estético, mas também nas temáticas. O objetivo da Gramal é gravar um álbum conceitual e, segundo o vocalista, a banda deve apresentar novidades ainda neste semestre. Como boa parte das músicas que o grupo lançou até agora são mais antigas, escritas entre 2019 e 2021, a diferença entre essas canções para o material que o quarteto está trabalhando será bastante evidente. “O “Avaranda” não é uma obra que eu desconsidere, (o álbum) foi feito pensando em colocar no mundo. Chegou a hora de pensar sobre o que a Gramal veio. É um momento em que a gente precisa de um projeto desse calibre. Certamente será mais filosófico”, afirmou. Em contato com o Rifferama, Matheus Feijó falou do novo som da Gramal.

— Acabamos encontrando um certo conforto musical, uns ritmos que sempre dão certo. Nessas novas elaborações queremos dar um tom mais explorativo. A minha relação com a composição é assim, gosto de deixar exatamente como veio ou como o sentimento pede para ser expressado, e isso acarreta em músicas com ritmos quebrados, com influências de jazz, bossa ou samba. Isso traz uma certa tensão nos ensaios, a gente tinha músicas mais tranquilas e temos entrando em momentos de pausa, de estudo, do que a música pede, ou músicas que eram difíceis e a gente voltou a trabalhar. Não queremos agir pelo conforto, vamos deixar que as músicas surjam com mais naturalidade. Tem sido interessante. Somos amigos diferentes, mas a Gramal tem uma coesão. Essa diferença que a gente tem é o nosso ponto mais forte, estamos entendendo que a música não vai vir pronta e que não será pelo caminho das facilidades que a gente estava acostumado. 

Ficha técnica

Composição, voz e guitarra: Matheus Feijó
Guitarra: Djonathan Hinckel
Baixo e voz : Victor de Franceschi
Bateria: Guilherme Garcia
Produção: Estúdio Jinga (Bernardo Xavier)
Capa: Victor de Franceschi
Foto: Isa Santana

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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