O Rifferama tem o apoio cultural de 30 Por Segundo, Mini Kalzone, Camerata Florianópolis e Biguanet Informática
Contribua com a campanha de financiamento coletivo do Rifferama no Catarse
A história da jornalista, escritora e poeta Katherine Funke com a música vem de muito cedo. A artista estudou flauta na infância por influência da família, que tem violinista de orquestra, cantora de ópera, regente de coral, pianista e educadora. Outra figura importante na trajetória musical de Katherine é o guitarrista Marcelo Rizzatti, que participou do primeiro trabalho solo da cantora e compositora , o single “Convite”, lançado em 2019, e gravou seis canções com letras escritas pela joinvilense, que é fundadora da editora micronotas e tem sete obras publicadas de sua autoria, sendo seis livros de ficção. A dupla voltou a colaborar em “Quanto tempo faz”, que saiu na última sexta-feira (6), e traz um dueto de Katherine Funke com Jeancarlo Reeck, da banda Cachorro do Mato. A faixa foi produzida por Eduardo Douglas Rossi e conta também com Tiago Luis Pereira (Somaa e Mosaico Adulto) na bateria.
Entre 2003 e 2013, a artista viveu em Salvador, onde trabalhou como jornalista e descobriu outra relação com a música para além do estudo formal. Participou de um grupo chamado Rádio Lombra, em que foi vocalista e compunha. De volta à Santa Catarina para estudar para o mestrado em Literatura, Katherine participou de vários projetos de garagem, segundo ela, e começou a se reconectar com a cena local. Nessa época também aflorou a sua veia criativa. “Quanto tempo faz” foi escrita em 2016 junto de pelo menos 15 canções. A letra, que fala da saudade de rever alguém especial e distante, ganhou um sentido diferente depois da pandemia — parte da letra teve de ser atualizada. Em contato com o Rifferama, a cantora e compositora comentou sobre o seu último lançamento.
— Essa é uma música que já tinha cantado várias vezes em vários momentos e as pessoas gostam. Sou poeta também, e o poeta sente o mundo. Claro que já senti o que a letra diz, essa saudade, essa vontade de encontrar alguém, que ali estão levadas ao extremo. É um dueto romântico, a ideia é trazer o encontro de um par que está distante. Recriei a segunda estrofe com a pandemia, coloquei essa coisa do quintal como uma possibilidade de encontro, e essa parte, sim, é autobiográfica. Comecei a abrir a minha casa para receber pessoas no quintal, botava as cadeiras longe umas das outras e encontrava amigos. Foi uma forma de resolver. A música fala justamente dessa vontade de ver, abraçar e estar perto.