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Trovão Rocha (baixo), Gabriel Barbalho (trompete) e Lucas Fê (bateria) apresentam nesta quinta-feira (26), no Bugio Trindade, em Florianópolis, o repertório do álbum de estreia do MABI, grupo formado pelos três. Já disponível nas plataformas digitais, o trabalho é resultado de um encontro que não acontece sempre: os músicos se reuniram em uma casa para escrever o material tendo a improvisação como base e, o projeto que seria um EP de cinco faixas virou um disco com nove composições. MABI, sigla para música afro-brasileira improvisada, é um manifesto sonoro e político sobre o apagamento da herança preta na música brasileira. As ideias que surgiram dessa convivência, experimentações e conversas (tão importantes quanto o fazer som) foram gravadas pelo produtor Francis Pedemonte, e então o trio seguiu para o estúdio The Magic Place registrar os temas com Renato Pimentel, processo que aconteceu nos dias 23 e 24 de outubro de 2025 — confira a ficha técnica abaixo.
“MABI” tem as participações de François Muleka em “Irmandade preta”, single que antecedeu a divulgação do álbum, e Marissol Mwaba em “Aclimação”, irmãos de som e na vida, e por que não também do baixista de Trovão Rocha, que já esteve em diversos projetos com ambos os artistas. “O convite para o François tem a ver com a vivência, esse lado da relação pessoal mesmo. É um artista que a gente admira, um super músico e estava lá participando com a gente dessa história. A Marissol dialoga com essa proposta do grupo, desse nome, que é um jeito de chamar a música mais do que qualquer coisa, um exemplo de criação espontânea. O disco tem uma curva que o momento alto é justamente a participação dela, depois a gente entrega o disco”, comentou. Em contato com o Rifferama, Trovão Rocha falou também sobre a estética do MABI oferece, que parte de um modelo de proposta diferente.
— O Gabriel e eu já trabalhamos aqui em outros projetos, eu reencontrei o Lucas há alguns anos em uma jam session em que o Gabriel também estava, mas não tocamos e ficamos de fazer algo juntos. Quando teve as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, o Lucas mandou mensagem, ele estava sem perspectiva de trabalho, quando ele conseguiu vir a gente fez uma data em trio na Bugio Trindade. A gente chegou sem combinar o que ia tocar, tinha um repertório, uma música ou outra, a gente só saiu tocando e já foi o melhor som da vida até aquele momento. É a sensação de toda vez que a gente toca junto, sempre surpreendente, sempre tem momentos de criação espontânea nos shows, de improvisação livre. A gente se achou na estética dentro disso. Não é um som que dá pra falar o que é, esse é o processo que a gente faz nessas músicas, com o ouvido aberto e tocando juntos. Sou muito grato aos parceiros pela experiência de fazer isso com eles.
Esse projeto é patrocinado pela Prefeitura de Florianópolis, Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes, Ministério da Cultura e Política Nacional Aldir Blanc por meio do edital público projeto de fomento à cultura Lidio Augusto Costa (seu Lidinho), edital nº 041.000/SMLCP/2024.
Ficha técnica
Baixo: Trovão Rocha
Trompete: Gabriel Barbalho
Bateria: Lucas Fê
Participações: François Muleka em “Irmandade preta” e Marissol Mwaba em “Aclimação”
Direção musical: MABI
Produção musical: Francis Pedemonte e MABI
Captação de áudio: Francis Pedemonte e Renato Pimentel
Assistente de captação: Ale Clemente
Mixagem: Francis Pedemonte
Masterização: Homero Lottito
Distribuição: Tratore
Produção executiva: Luanda Wilk
Captação de vídeo: Ananda Torres, Vitória Drechsler e Matheus Trindade
Edição de vídeo: Renata Gordo
Identidade visual e design gráfico: Lara Lodi
Fotos capa: Matheus Trindade
Fotos Making Off: Vitória Drechsler
Produtora Acessibilidade: Thuanny Galdino
Assessoria de Imprensa: Karó Comunicação

