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Radicado há mais de 20 anos em Florianópolis, onde atua como representante comercial, Ricardo Echeverria (à direita), 49, é envolvido com a música desde a década de 1990. Mesmo sem fazer parte de uma banda, o multi-instrumentista nunca deixou de tocar e escrever. Em 2019, depois de estudar guitarra com Juliano Diniz, surgiu a ideia de aprender bateria para um dia conseguir registrar as suas próprias músicas. O One Cross, em princípio, era para ser um projeto instrumental, mas o professor Roberto Ceccato incentivou Echeverria a procurar um cantor. Também foi ideia dele de gravar com Maykon Kindermann “Lontra” (Sound Case Produtora). Com Artur Cipriani (Amuro e No One Spoke) nos vocais e nas letras, o duo lançou em 2022 o álbum “Black Arts”. Pouco tempo depois, o frontman foi morar na Alemanha e a ideia inicial de fazer músicas instrumentais voltou a ser considerada.
Em um momento de pausa no projeto, Echeverria conheceu Wagner Santos (voz e guitarra) e eles gravaram duas faixas divulgadas sob o nome de One Third of the Angels. O então novo parceiro também deixou Florianópolis e o músico retomou o One Cross. Daniel Renan foi encontrado por meio do mesmo expediente que Cipriani: através de um anúncio. Com um estilo diferente, tanto na escrita quanto nos vocais, o segundo álbum do duo, “Rapid Decay of Sanity”, divulgado em 6 de fevereiro nas plataformas digitais, ainda tem o black metal como base, mas traz elementos de outros estilos, como o death metal. A única coisa que não mudou foi o processo de composição e produção — com o instrumental pronto (guitarra, baixo e bateria), Daniel Renan cria as letras e adiciona os vocais. Em contato com o Rifferama, Ricardo Echeverria falou sobre a diferença entre os dois trabalhos.
— Eu sempre entreguei as músicas prontas. o Artur é psicólogo e tinha uma tendência filosófica para as letras e um estilo próprio de vocal, que eu nunca interferi. Sempre dei liberdade para ele trabalhar em relação à letra. A mesma coisa acontece com o Daniel, que tem uma versão mais sombria em relação à composição. O que mudou foram as que as músicas estão mais maduras, tanto meu de composição, quanto de estrutura musical, o próprio produtor também, o trabalho dele foi amadurecendo. Querendo ou não, fiz oito composições no primeiro e fui da nona até a 16ª no segundo álbum. Não sigo padrões, elas variam bastante de ritmo entre si. Gosto muito do vocal gutural bem grave, o Daniel e eu trocamos uma ideia legal, passei umas referências para ele, alternando com passagens mais agudas e gritadas, acho que contrastou legal, casou com o que eu queria para as músicas. O álbum soa mais pesado por causa desse gutural.

