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Shows, discos e reconhecimento: Makalister vive melhor fase

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O rapper e produtor Makalister vive um momento especial. Cultuado pela obra extensa e estilo único de rimar, o artista está rodando o Brasil com a “Tour da Dékada”, em comemoração aos dez anos da cultuada “Laura Muller Mixtape” — o MC se apresentou acompanhado pelo DJ Belton em Porto Alegre, São Paulo, Goiânia, Belo Horizonte, Brasília e faz shows ainda em Fortaleza (27 de março) e Macapá (28), passando por todas as regiões do país. Antes pouco presente nas redes sociais, o Jovem Maka decidiu jogar o jogo e tem sido recompensado com o reconhecimento do público, principalmente no contato presencial com os fãs. “Está sendo um momento mágico (os shows). Estou chegando nas cidades e vejo que a galera chega falando que me ouve desde pequeno. É surreal. Eu não imaginava que a minha obra, que sempre foi tida como complexa, dura de entender, estivesse fazendo a cabeça de quem nem se formou no Ensino Médio ainda”, contou.

O álbum “dEPOIS dE sOBREVIVER qUERO vIVER dEPOIS dE vIVER qUERO eXISTIR”, lançado em 18 de fevereiro nas plataformas digitais, faz parte desse novo momento. Produzido por Makalister, H’erick, Beli Remour e Efieli, o registro é o 10º disco do artista, somando os trabalhos solo e as parcerias recentes com o próprio Beli e Froid. Musicalmente, “DSQVDVQE” tem um clima de retrospectiva, é diverso, passeando por vertentes do rap como boom bap, trap e UK Drill, mas também incorpora elementos de outros gêneros como a salsa e o afrobeat. Com participações de Murica, Prs, o Peres, Kafé, 1lum3, ALKA, Gustavo Menor e Beli Remour, Makalister fez o seu álbum mais pop, dançante, com ênfase nas partes cantadas e refrãos pegajosos, mas sem perder o desejo por experimentar ou abandonar a sua lírica característica. Em contato com o Rifferama, Jovem Maka falou sobre a sonoridade de “dEPOIS dE sOBREVIVER qUERO vIVER dEPOIS dE vIVER qUERO eXISTIR” e o objetivo de alcançar uma nova audiência.

— Esse disco tem músicas guardadas há anos que eu estava segurando para um álbum. Quando chamei o H’erick para produzir, comecei a articular as participações. Queria trazer gente que gosto e senti que era o momento de fazer essa conexão, mostrar a galera que estou colando e curtindo. Acho que é meu disco com aspecto mais pop, mas não de um pop clichê e bobo, ou fácil, consegui imprimir um rap dançante, os refrãos e as participações chamam. É uma obra pra frente, não pra cima. É a confirmação de tudo, um momento muito foda. É quase como se fosse uma coroação de todo esse trabalho que está sendo feito há mais de dez anos. Quero levar meu som a novos públicos e quebrar estigmas do meu som ser complexo ou difícil de entender. Quero que o álbum se espalhe, ele foi pensado para ser uma audição prazerosa, acolhedora e instigante.

Foto: Marília Pierro

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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