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Quando lançou o seu primeiro EP, homônimo, em 2022, a sorosoro, ainda não tinha a experiência de palco que tem hoje. Desde a gravação do single “Anêmica”, que saiu dois anos depois, a banda de Blumenau tenta replicar em estúdio a sonoridade que o público passou a conhecer nos shows — confira a agenda abaixo. “É onde está a magia de certa forma”, contou o vocalista e guitarrista Pedro Museka. O álbum de estreia, “Eu e você ou tudo o que eu não quero que você saiba”, divulgado no dia 13 de março nas plataformas digitais, chega bem perto da catarse que é uma apresentação de Pedro, Caio Pazini (guitarra), Miguel Alois (guitarra), Gustavo Hames (baixo) e André Müller: três das 11 faixas foram captadas ao vivo por Matheus Henschel no Electric Meduza, em Brusque, para trazer essa estética mais orgânica. A produção, mixagem e masterização do projeto é de Arieu Felipe.
Com 11 faixas e 52 minutos de duração, o disco não tem um estilo definido. O gênero slowcore é um ponto de partida, mais como inspiração, mas a sorosoro faz rock alternativo, melancólico, denso, de influência noventista, baseada em experimentação e guitarras ruidosas. O repertório é variado, com faixas mais melódicas como a já conhecida “AH! EU ODEIO TRABALHAR”, que tem um dos melhores videoclipes de 2025 segundo o Rifferama, até a instrumental “(HEAVY STORM DUSTER)”. A canção “Eu e você como alegoria para a Guerra Fria”, uma das que foram gravadas ao vivo, é a peça central liricamente do álbum, que fala sobre comunicação e a falta dela, ou sobre as dificuldades de comunicação entre duas pessoas, tanto no sentido sentimental quanto no âmbito profissional, familiar e político. Em contato com o Rifferama, Pedro Museka falou sobre a estética de “Eu e você ou tudo o que eu não quero que você saiba”.
— O nosso álbum é uma grande compilação desses nossos cinco anos de banda, de músicas que foram finalizadas mais recentemente e outras que foram compostas para os primeiros shows. A prioridade era fazer com que as gravações chegassem o mais próximo possível do que são as nossas apresentações. Quando gravamos o primeiro EP a gente não era uma banda que estava na estrada tocando várias vezes por mês como hoje em dia, não existia uma identidade sonora ao vivo ainda. Acho que chegamos muito perto, talvez onde a gente queria chegar com o álbum. A soro é uma banda de músicas longas e a gente alonga elas ainda mais no show, a gente gosta de deixar elas respirarem, dar ambiência pra elas, fazer introduções, outros, com bastante ruídos. A gente nunca se propôs a ser uma banda de shoegaze, emo, nada assim. O único gênero que a gente teve como um norte um dia foi o slowcore.
A turnê de divulgação de “Eu e você ou tudo o que eu não quero que você saiba” começou no dia 14, em Blumenau, seguiu para São Paulo (20), e tem pelo menos mais nove datas agendadas: Joinville (27) e Curitiba (28 e 29) em março, Balneário Camboriú (10), Brusque (11), Florianópolis (12), Blumenau (17) e Novo Hamburgo (18) em abril e São Paulo (1º de maio).
Ficha técnica
André Müller: Bateria, percussão, bandolim e vocais
Caio Pazini: Guitarra, violão e vocais
Gustavo Hames: Baixo e vocais
Miguel Alois: Guitarra, violão e vocais
Pedro Museka: Voz, guitarra, violão e teclados
Arieu Felipe: Produção, mixagem e masterização
Milena Ruas: Vocais em “Anna Liz (O mundo é da sua cor)” e “Ficarei olhando até que me entendas”
Matheus Henschel: Captação e engenharia em “Eu e você como alegoria para a Guerra Fria”, “(Heavy Storm Duster)” e “Jogo da galinha” (estúdio Electric Meduza, Brusque)
Natália Mülemberg: Fotos
Mariana Marte: Arte da capa

