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Tamires Pereira banca a imperfeição no álbum “Sete chaves”

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Desde que estreou com o single “Desejos”, em 2022, a cantora, violonista e compositora Tamires Pereira vem apresentando lançamentos com regularidade, misturando referências diferentes ao seu repertório de música brasileira. Após o EP “Um dia inteiro”, que contou com as participações de Moriel Costa em “Coisas da alma” e Vitor D’Lin na faixa título, a artista nascida em Itajaí focou os seus esforços na gravação do seu primeiro álbum. Ao lado do produtor e arranjador Elieser de Jesus, Tamires fez “Sete chaves”, divulgado no dia 7 de março nas plataformas digitais. Com sete faixas, o disco foi gravado por um time de peso (confira a ficha técnica abaixo) e é representativo do ponto de vista estético, seja por escolhas técnicas em estúdio ou também pela mistura de estilos, e também pessoal: o registro foi construído através das mãos de muitos amigos, incluindo a colagem da capa, executada por Laura Benucci e Tamires.

Musicalmente, “Sete chaves” tem sambas, como “Bagunça”, que traz a cantora dividindo os vocais com David Toledo, e “Gato e sapato”, com Ney Souza Neto no violão sete cordas, “Coração” e seu violão erudito (e Nicole Ruju na voz), e “Balança na rede”, com uma levada reggae e rimas de rap em parceria com Alan Coutinho e Edu Simões. Além da diversidade estética, o álbum também se destaca pela sonoridade que alterna canções com uma produção mais polida e gravações em um único take, sem edição, buscando soar o mais natural possível, até mesmo os erros de execução. A captação de “Coração”, por exemplo, foi feita com Tamires e Nicole Ruju sentadas no sofá do estúdio, tocando violão sem metrônomo, como faria em um show. Em contato com o Rifferama, a cantora e compositora falou sobre a opção por fazer “Sete chaves” dessa forma e a oportunidade que teve de experimentar sonoridades diferentes no álbum.

— É foda ser um artista que gosta de muita coisa, quando vai fazer um álbum, não quer fazer uma coisa só. Eu não sou cantora de samba, sempre quis fazer um álbum só de samba, nesse tem dois, mas piro em reggae, também nessa coisa de “Coração”, mais valsa, que leva para o erudito, que é o violão que estudei, uma dimensão mais medieval. Ela nasceu sentada no tapete de casa, comecei a tocar a introdução de “Caixa de fósforo”, do Othon Filho”, comecei a relembrar a peça dos métodos de violão, só que não vinha, aí veio essa música inteira. Foi um período em que eu estava fazendo as pazes com a minha espiritualidade, às vezes a gente briga com ela, com a gente mesmo, foi muito bonito. Quis ser o mais humana possível no álbum, manter os meus erros. Tem umas partes em que a voz está trêmula, além do nervoso são músicas que me tocam, as que gravei só voz e violão, do jeito que eu sou e faço. O Eliezer e eu conversamos muito sobre bancar a imperfeição, isso tem me pegado demais. 

Ficha técnica

Voz, violões e arranjos: Tamires Pereira
Arranjos, produção musical, mixagem e masterização: Elieser de Jesus
Participações: Arnou de Melo (contrabaixo acústico em “Rezei um terço”), Nicole Ruju (voz em “Coração), Rafael dos Anjos (violão em “Bagunça), Rogério Caetano (violão 7 cordas e arranjo em “Bagunça”), Larissa Umaytá (percussão em “Bagunça”), David Toledo (voz em “Bagunça”), Ney Souza Neto (violão 7 cordas em “Gato e sapato”), Alan Coutinho (voz em “Balança na rede”), Edu Simões (voz em “Balança na rede”), Marcos Pereira (contrabaixo em “Balança na rede), Bernardo Stertz (guitarra em “Balança na rede) e Binho Toledo (bateria em “Balança na rede”)
Produtor audiovisual e fotos: Lenon Cesar
Arte da capa: Laura Benucci e Tamires Pereira
Vídeos divulgação: Laura Benucci
Patrocínio: Fox Trading

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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