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A Voorish surgiu em meados de 2021, em Florianópolis, com o objetivo de materializar em forma de música os sentimentos obscuros que foram provocados pela pandemia. E Juliano dos Santos “Devil From Chaos” (voz, ex-Encore e Rest In Chaos), Wellington Rodrigues de Oliveira “Servus Inferni” (guitarra, Fall to Die, ex-Raging War, entre outros projetos), Gustavo Kretzer “Scepticismi Defensoris” (baixo, Red Razor e Toxic Rotten) e Igor Thiesen “Umbra Entitatis” (bateria, Red Razor, ex-Deadpan e mais) encontraram no black metal o veículo para tratar de temas como satanismo, ocultismo e misantropia — ódio pela humanidade. Na última segunda-feira (6), o grupo lançou o primeiro single do seu álbum de estreia, “You Are Nothing”. “Voorish”, o disco, será divulgado faixa por faixa (são oito) até ser liberado por completo nas plataformas digitais: por enquanto apenas o videoclipe, que foi dirigido por Iandro Antônio, está disponível no Youtube.
Tocar na Voorish tem sido uma oportunidade nova para todos, que estão mais ligados a outros estilos do metal, principalmente o thrash. Para o frontman a experiência tem sido de descoberta, já que é a primeira vez desde que começou na música, em 1992, que não segura uma guitarra. O microfone, no entanto, não é um estranho para Devil From Chaos, que fazia os vocais de apoio na Rest In Chaos. Da sua antiga banda o vocalista também trouxe a parceria com Iandro Antônio para dirigir o audiovisual de “You Are Nothing”. “É um cara que tem uma maneira muito peculiar de enxergar as coisas, consegue entender o perfil da banda, a mensagem que a gente quer passar. Quando a gente optou por fazer o primeiro videoclipe, eu não tive dúvida. Ninguém melhor que o Iandro para passar essa energia pela música”, comentou. Em contato com o Rifferama, Juliano dos Santos falou sobre a temática que cerca a obra da Voorish.
— A pandemia aflorou muita coisa. A gente percebeu que, de um modo geral, vieram à tona muitos sentimentos e pensamentos obscuros e também comecei a reparar que muitas pessoas tinham um discurso de gratidão e positividade. Eu quis fazer algo que apresentasse o extremo contrário disso. Foi uma experiência nova para todo mundo. O lance do corpse paint (pintura no rosto) foi uma coisa inevitável. A gente precisa deixar bem claro o conceito da banda, essa música que flerta com a misantropia, até para que não haja surpresa. As letras são pesadas, sim, elas falam sobre morte, destruição, apocalipse, tudo que existe de pior na humanidade. Pegamos todo o sentimento ruim que nós tivemos em algum momento da vida e direcionamos para a música. É muito genuíno, de coração mesmo, é uma entrega honesta, sem prejudicar ninguém.
Foto: Nefhar Borck