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Cantora Iara Germer lança o segundo álbum, “Canção da terra”

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Quem ouve Iara Germer soltar a voz em “Chegança”, faixa que abre o seu segundo álbum, “Canção da terra”, não imagina que a cantora está dando os seus primeiros passos como artista solo. Advogada de formação, a música entrou na vida de Iara como profissão em 2008, aos 52 anos. A estreia oficial, no entanto, aconteceu apenas em 2017, na coletânea do Sonora: Ciclo Internacional de Compositoras com “Canta quem é de cantar”, que acabou entrando no seu primeiro disco, “Proteção” (2018). No ano passado, Iara ainda gravou o single “Primeiras milongas”, com Tiago Brizolara e o premiado acordeonista Bruno Moritz.

“Canção da terra”, lançado na última sexta-feira (9) nas plataformas digitais, foi gravado no estúdio do produtor Jorge Lacerda, e mixado e masterizado por Felipe Nascimento. As 12 composições do álbum exalam potência e brasilidade e, além da voz agradável de Iara, conta com uma execução impecável. A ficha técnica do material é garantia de qualidade: Rafael Calegari (baixo, direção musical e arranjos), Anis, Magda Salles e Natália Livramento (coro), Leleco Neto (voz), Pedro Germer (violão e guitarra), Fábio Mello (flauta e sax), Sito lozzi (teclado), Rico Calegari (banjo e cavaco), Alexandre Damaria (percussão) e Neno Moura (bateria e percussão).

Lançar um álbum durante a pandemia não estava nos planos, mas a cantautora acredita no poder que a música tem de nos confortar em momentos difíceis. O seu processo de criação, não só musical, é tão espontâneo que em 2018 Iara lançou o livro “O fio da palavra” (Editora Insular), com os seus poemas. “Foi um processo lento. Por volta de 2011 ou 2012 acordei com uma música na cabeça, letra, melodia, tudo. Não tive certeza se a música era minha até conversar com o violonista Luiz Sebastião e perceber que a música era realmente de minha autoria. Foi então que começou a jorrar uma infinidade de sons, palavras, imagens e sensações. Compor acontece naturalmente pra mim”, conta.

Foto: Cami Moreno

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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