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Duo Multueira lança o primeiro álbum nesta terça-feira (8) no TAC

Foto: Leda Lacintra

Os 152 apoiadores que contribuíram para a gravação e o lançamento do álbum de estreia do Duo Multueira, nesta terça-feira (8), no TAC (Teatro Álvaro de Carvalho), devem estar orgulhosos. O álbum, que leva o nome do projeto formado por Pedro Henrique (violão, baixo e voz) e Beatriz Schmidt (percussão e vocais), é perfeito, do projeto gráfico assinado por Mariana Chinato às composições.

Esse formato violão e percussão, na maioria das vezes, sugere uma sonoridade mais leve, sem grandes surpresas. Não é o caso do Duo Multueira. As dez músicas, todas compostas por Pedro Henrique, com exceção do samba-funk “Domingo de Almoço”, feita em parceria com Zé Otávio (voz e cavaco), revelam inúmeras nuances. A combinação da tabla com a flauta transversal de Nico Nicodemus em “Mãe”, por exemplo, mostra a variedade desse disco.

Elencar destaques em um trabalho tão bem acabado como esse é injusto. “Sertão”, com seus violinos tocados por Elias Zanon e Israel Dutra e “Temporal”, que tem a participação de Fábio Mello no sax tenor e soprano, são belíssimas. A guitarra de Bruno Arceno (Parafuso Silvestre) em “Lágrimas do Paraguay” remete aos novos sons da Caraudácia. O balanço da já citada “Domingo de Almoço” encerra o álbum no maior alto astral.

O show faz parte da programação do TAC Oit8 em Ponto, iniciativa da FCC (Fundação Catarinense de Cultura) que é realizado sempre às terças-feiras, a partir das 20h. Os ingressos custam R$ 20 (R$ 10 meia entrada) e podem ser adquiridos na bilheteria do teatro até o início do espetáculo. “Duo Multueira” foi captado e masterizado no ValveState Studio, teve a mixagem de Francis Pedemonte e a produção artística de Luanda Wilk.

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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