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Harmoníaco: Da garagem para os palcos com lançamento de EP

Quem vê o cantor e compositor Léo Vieira fazendo todo mundo sambar com a Marelua não imagina que o seu começo foi no rock. Dos encontros despretensiosos na garagem do pai do baterista Guilherme Casarotto surgiu a Harmoníaco, que conta com o guitarrista Thiago Born e o baixista Luiz Henrique Teixeira. Após um ano de muitos ensaios e shows esporádicos, a banda se prepara para lançar o primeiro EP. Neste sábado (24), o grupo se apresenta na festa Usina, no BECO, com Os Cafonas e Jambock Sul, de Lages.

Gravado no estúdio ValveState, onde Vieira produziu os álbuns da Marelua e o seu disco solo, “Um samba quente”, de 2014, o trabalho de estreia da Harmoníaco traz três músicas: “Intrometida”, “Remédio” e “Desce mais uma”. O material, que foi captado ao vivo (em salas separadas), deve ser lançado até maio e é apenas uma pequena amostra do poder de fogo da banda. Segundo o vocalista do grupo, até o momento já foram compostas quase 30 canções.

– Comecei a tocar com o Guilherme quando tínhamos 12 anos. Foi quase uma continuidade. A minha ideia era explorar algumas poesias que eu tinha. Sempre pensei em voltar para o rock e, após 15 anos me dedicando ao samba, comecei a me sentir livre para me expressar de outra forma. Levei uns temas para brincar nesses encontros e chamamos o Thiago, que se amarrou, trouxe arranjo pronto de casa. Quando vimos estávamos com dez músicas rolando de saída. Ficou demais (o EP). Foi uma puta captação, do jeito que queríamos.

O fato de a Harmoníaco ser uma banda de garagem é o que faz a criatividade aflorar entre eles. Léo Vieira descreve o som do grupo como um hard rock com influência dos clássicos dos anos 70, nos timbres e linguagem, mas com um tempero brasileiro nas poesias e na forma de cantar. Único a viver da música no quarteto, Léo Vieira acredita que a ausência desse compromisso de “fazer dar certo” é o que fez a banda dar certo.

– Todos os músicos já tocaram muito pela noite. Os outros três são da cena rock, só que eles não vivem de música como eu. É aquela coisa voltada para que horas, paga quanto, como faz, etc. Essa falta de pretensão fez o lado criativo desenvolver forte e tornou esse projeto tão especial. Estamos muito em sintonia, com o tesão aflorado. A Harmoníaco está tomando uma proporção que muitos projetos que começam de forma profissional acabam não conseguindo mais.

Arte: Caio Jory

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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