IMG_2734

O fenômeno Scalene

Foto: Daniel Silva

Quem acompanha o Rifferama já conhecia a Scalene. Em setembro de 2013 fiz uma entrevista com o guitarrista Tomás Bertoni e, num exercício de futurologia, acabei escrevendo o seguinte: “Olhe bem para esses caras, pois você está diante da maior revelação do rock brasileiro dos últimos anos”. Quase dois anos depois, a banda de Brasília é a favorita para vencer o Superstar, ainda mais depois da apresentação de ontem.

Na sexta-feira (dia 19), em Florianópolis, o grupo confirmou a sua crescente popularidade. Em pouco mais de uma hora, a Scalene colocou a Célula Showcase abaixo. Desde as primeiras notas de “Sublimação” ao encerramento com “Marco Zero” (veja um trecho abaixo), Gustavo Bertoni comandou o público. Além da confiança em cima do palco que passam, me impressionei com a educação e humildade dos caras.

Após o evento, que teve também ótimos shows das bandas Nebula Dogs e Blame, eles atenderam todos os fãs que fizeram fila para conseguir uma foto ou um autógrafo. Também conversei com o guitarrista Tomas Bertoni, que falou sobre a loucura que estão vivendo nesses últimos dois meses, a recepção que o novo disco, “Éter”, lançado em maio, vem tendo, e a comparação com “Real/Surreal”, além das críticas ao programa Superstar.

Rifferama – O que mudou para vocês nestas últimas semanas, com a participação no Superstar?

Tomas Bertoni – A repercussão do Superstar foi muito boa, em grande parte por sermos uma das únicas bandas que já tinha uma carreira de anos antes. A amizade dentro do programa está cada vez maior, a galera está se dando muito bem e acho que muita coisa vai sair dali. Está sendo um aprendizado que vamos levar para a vida toda, com certeza. Independente do que acontecer estamos felizes.

Rifferama – Mesmo se vocês não forem campeões, o objetivo já foi cumprido, de se tornarem conhecidos nacionalmente.

Tomas Bertoni – Dentro do programa é relativo, sempre que tem eliminação eu converso com a galera, não estão votando na banda, estão votando na apresentação muitas vezes. São dois minutos, tem que cortar a música, estamos tranquilos, dando o nosso melhor, tentando ser estratégico na escolha das músicas e estamos mostrando o nosso trabalho. O que vier é lucro.

Rifferama – Tem algum ponto negativo em participar de um programa com tanta exposição assim?

Tomas  Bertoni – Tem gente que tem preconceito com o programa, eu tenho um pouco também, mas a longo prazo vamos mostrar para as pessoas como é o nosso trabalho e que existíamos já antes do Superstar. Tocamos no Lollapalooza, nos Estados Unidos (no SXSW), fizemos mais de 150 shows, é normal que tenha uma galera falando das bandas, que “ah, banda do Superstar é uma merda”, ou que ouve uma música e julga, mas isso é normal, já acontecia antes e vai continuar acontecendo. Não temos motivos para nos preocupar com essas coisas.

Rifferama – Vocês acabaram de lançar o “Éter”, mas tem muita gente que agora que está conhecendo o “Real/Surreal”. Qual disco está sendo melhor recebido?

Tomas Bertoni –  Está sendo interessante. A imprensa e os fãs que já conheciam a banda estão considerando o “Éter” como o novo disco, mas para quem está conhecendo é tudo novidade. Não nos importamos muito com isso, quanto mais a galera conhecer o “Real/Surreal” mais vão gostar do “Éter”, que não deixa de ser uma continuação. Quem já conhecia percebeu um amadurecimento. Está nivelado, como tocamos mais músicas do primeiro disco no programa, acaba conhecendo mais, mas está empatado.

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

5 Comentários

  1. Cara, é uma puta banda. Eu conheci eles vendo o Superstar. Os caras são bons. Parece som gringo, mas é em português. Surreal, Danse Macabre, Amanheceu, Nunca apague a luz.. Muito boas mesmo!!

    Parabéns Daniel Nostradamus. :)

  2. Foi realmente um prazer conhecer essa banda.. confesso que assisti Superstar por acaso e logo no primeiro dia q eles participaram.. e já na primeira apresentação dos caras rolou um estalo.. um "opa".. a partir daí foi ir a caça no youtube e spotify. Espero ter a oportunidade de ir num show dos caras tb. Manda bala Scalene!

  3. Muito foda! Scalene é a maior revelação dessa geração roqueira. Os caras são merecedores, o Superstar foi só um empurrão.

  4. Show foda! Essa galera toca muito e é muito simpática, vão longe! Gostei DEMAIS da primeira banda que tocou no dia também.

    • Eu também, Lucas. Me surpreendeu positivamente. Aguarde que nos próximos dias teremos novidades sobre eles. Abs

DEIXE UM COMENTÁRIO.

Your email address will not be published. Required fields are marked *