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Semserteza: a beleza do encontro e o compromisso com a melhora

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O Semserteza nasceu para ser um quarteto, com a dupla de compositores Léo Vieira e André Stahnke, mais os músicos Natacha Vieira e Fabio Sung, do Di Fulô. Eles participaram da primeira gravação do projeto, o ao vivo “Vai passar”, uma produção da REC’n’Play, e do single que leva o nome do registro, ambos lançados em 2019. E, mesmo seguindo como duo, o álbum “Ser Semserteza”, que saiu no dia 13 de março, foi construído por muitas e muitas mãos.

Com uma banda base formada por Nilinho Adriano (baixo), Neto Fernandes (teclas e samples) e Paulo Steil (bateria e percussão), o Semserteza criou mais que uma obra, um manifesto. “Estamos vivendo muito o que andamos escrevendo e nos comprometendo em agir conforme a palavra. Esse é o grande lance, se comprometer com a melhora”, afirma Vieira.

Mesmo convivendo na mesma cidade (Florianópolis) e fazendo música por quase duas décadas, Léo Vieira e André Stahnke não eram próximos. A admiração mútua sempre houve, mas coube a Fabio Sung juntar os dois, conforme Vieira contou ao Rifferama. A identificação foi imediata e logo começaram a surgir as primeiras composições.

Em “Ser Semserteza”, o repertório é dividido – “Abre, abre-alas” é de Stahnke, “Inteiro” e “Vai passar” são de Vieira, as restantes são da dupla ou em parceria com as compositoras convidadas: Marina Maiztegui (“Quem deu forma para o tempo?”), ABRUNA (“Ensolaradin”) e Joana Castanheira (“Salve” e “Guerreiros do amor”). O guitarrista Dinho Stormowski também toca e canta no mantra “Abre, abre-alas”.

— Conheço o André há muitos anos e a gente admirava a arte um do outro, se observava a distância. O Sung falou que a gente precisava se juntar e começou a dar muito certo, pelo momento que a gente estava de ideias, de vontade de trabalho, de autoconhecimento. As músicas começaram a vir uma atrás da outra. A gente não queria ser uma banda: os encontros é que nos conduziram ao Semserteza e isso também acaba se espelhando nas influências, que são diversas. Sempre fui muito fã dele (do André). Nesse um ano e meio a gente se tornou irmãos, se reconhecendo nos nossos processos, nas dificuldades como ser humano, no passo a passo todo dia.

Foto: Rafael Censi

Nasci em Blumenau, mas fui criado em Biguaçu, cidade em que vivi até os 28 anos: hoje moro em São José. Sou jornalista, me formei na Estácio de Sá e trabalhei no jornal Notícias do Dia, a minha casa entre 2009 e 2016, entre indas e vindas. Escrevia sobre esportes no impresso, mas sou apaixonado por música, a melhor invenção do homem.

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