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O Cadê Sanfona não é um típico grupo de forró. Visualmente, no palco, já é possível perceber o que diferencia a banda formada em dezembro de 2023, na Guarda do Embaú, em Palhoça, das outras. Como o nome sugere, Ricardo Borges (voz, bandolim 10 cordas e guitarra baiana), Giu Corrêa (voz e triângulo), Renato Côrtes (voz e guitarra) e Cláudio Oss (voz e zabumba) tocam sem a presença de um sanfoneiro. Após dois anos de atividades, o quarteto divulgou o seu primeiro trabalho autoral, “Forró apertado”. Com quatro faixas, o EP traz a participação de outros músicos, incluindo o sanfoneiro Marcelo Besen (confira a ficha técnica abaixo) e produção do guitarrista Renato Côrtes, com mixagem e masterização de Allan Heller. Além das canções, a banda divulgou um mini-doc sobre o registro. O projeto foi viabilizado com recursos da PNAB (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura).
Natural de Santa Maria (RS), o multi-instrumentista Ricardo Borges se instalou na Guarda com o objetivo de difundir a cultura do forró pé-de-serra na região durante a temporada de verão: entre 2020 e 2022, o músico atuou na cidade natal com a banda Milho Verde. O Cadê Sanfona começou como um trio, primeiro guitarra, triângulo e zabumba, fazendo a sua releitura do estilo, trazendo influências tradicionais e novas referências. Com a entrada de Giu Corrêa, Borges passou a tocar a guitarra baiana em vez do bandolim, redefinindo a estética apresentada pelo grupo. Os artistas se conheceram por meio do Instituto Casa Nobre, Ponto de Cultura certificado pelo MinC (Ministério da Cultura), que oferece aulas de música e teatro e também é um espaço para apresentações. Em contato com o Rifferama, Ricardo Borges falou sobre a formação e musicalidade da banda.
— Não tinha nenhum sanfoneiro na região, o mais próximo era o Marcelo Besen, que é nosso parceiro. No nosso forró a gente junta a guitarra e a guitarrinha baiana para substituir a sanfona, que faz a base e os solos. A sanfona tem um som muito característico, mas a gente cumpre a mesma função, entregando harmonia e melodia. Nosso forró é meio caribenho, de trazer esse som meio praia, que também é nordestino, de Salvador. Tem um show do Dominguinhos que ele fala que as coisas mais essenciais do forró são zabumba, triângulo e pandeiro, que em geral não está presente, mas quem estuda o gênero, sabe que quando o pandeiro está presente a base fica mais completa. Ele criou muitas coisas experimentais, banda com duas guitarras, bateria, dois acordeons. Por mais que a gente não tenha uma sanfona, temos dois instrumentos fazendo a função, mais a base, triângulo e zabumba, você já entende e o corpo já dança o forró.
Ficha técnica
Ricardo Borges: Bandolim, guitarra, violão e voz
Renato Côrtes: Guitarra, teclados, sintetizadores e coro
Claudio Oss: Zabumba e coro
Giu Corrêa: Voz e coro
Marcelo Besen: Sanfona
Henrique Eskova: Baixo
Erick Corrêa: Baixo
Jan Santoro: Guitarra
Pedro Chabudé: Baixo
Rafael Barros: Percussão
Produção executiva: Giu Corrêa
Produção musical e composição: Renato Côrtes
Mixagem e masterização: Allan Heller
Designer de capas e identidade visual: Lorena Bettio
Foto: Pia Bolchini
Ficha técnica
Produção executiva: Giu Corrêa
Produção musical e composição: Renato Côrtes
Mixagem e masterização: Allan Heller
Realização audiovisual: Rafa Andreazza
Designer de capas e identidade visual: Lorena Bettio
Mídias sociais: Dinan Aqel
Acessibilidade: Saionara Figueiredo

