esportesindividuais-rifferama

Esportes Individuais mira nos anos 90 no álbum “Até aqui.”

O Rifferama tem o apoio cultural de 30 Por Segundo e Camerata Florianópolis


Contribua com a campanha de financiamento coletivo do Rifferama no Apoia.se

Foto: Laís Bozzetto

A cena independente de Florianópolis vem se renovando nos últimos anos com uma boa fração de bandas do mesmo nicho, fazendo rock alternativo, e aí podemos destrinchar e citar estéticas como hardcore, midwest emo, shoegaze, entre outras. E grande parte desses grupos, tanto locais quanto os nacionais e até de fora do país passa pelo Desgosto. E foi para ocupar o bar onde trabalham vazio que os amigos Thiago Lima (Zé, guitarra) e Antonio Muniz (Toto, guitarra e voz) começaram a juntar letras e riffs para transformar em músicas. Foram dois anos compondo para fazer “Até aqui.”, álbum de estreia da Esportes Individuais, que é formada também por Ícaro Madeira (baixo) e Ricardo Van Parys (bateria). A banda registrou oito faixas em uma produção conjunta, em parceria com Francisco Maffei e Gustavo Salles, e apresenta em menos de 20 minutos melodias diretas, letras em português e guitarras com ecos dos anos 90.

A ideia de gravar um disco foi justamente para poder tocar ao vivo e a estreia nos palcos acontece no dia 23 de outubro, abrindo para o Menores Atos, no Desgosto. “Até aqui.” foi feito por amigos e entre amigos: Francisco Maffei trabalhou com a Last Station, banda de Thiago Lima e Gustavo Salles, que também tocaram juntos na Toda Life e BAD NEWS BAD NEWS. “O Francisco Maffei trabalhou com a gente na TLS, inclusive na turnê (na Europa, em 2014). Foi tudo feito de um jeito bem tosco, gravamos no bar, em casa, tinha uma semana só dele aqui e tinha que aproveitar que o Gustavo não estava viajando por aí”, comentou Thiago Lima, o Zé, que agora tem um primeiro álbum de estúdio na sua trajetória de 20 anos na música: são três EPs com a Toda Life, dois EPs e um álbum ao vivo com a The Last Station e um EP com a BAD NEWS BAD NEWS, sem contar os singles e videoclipes. Em contato com o Rifferama, o guitarrista falou sobre a formação e sonoridade da Esportes Individuais.

— A banda começou justamente por conta do trabalho. O Toto trabalha comigo já faz um tempão, a gente curte as mesmas coisas e começou a se juntar pra compor, não tinha um objetivo comercial nem mirava uma cena. A gente aglomerou várias canções e fez mais muitas juntos, depois entrou Wit e Ícaro, que são literalmente nossa cozinha do restaurante. A gente começou a ensaiar e não parou mais. A gente curte muito a estética triste e curte mais ainda as bandas que vieram dessa estética também, uma sonoridade mais anos 90, pelo menos foi o que a gente mirou. Claro que não vai ser no primeiro disco que vai acertar, mas escolher fazer um álbum foi uma escolha fácil, a gente queria tocar e não queria tocar música dos outros, a gente queria tocar um show nosso, então a gente precisava de um disco. Foi bem legal, já estou nessa há um tempinho, mas eu nunca lancei um álbum na vida, então tem uma alegria pessoal também.

produção: francisco maffei, gustavo salles e esportes individuais
mixagem e masterização: francisco maffei
captação e edição: francisco maffei e leandro lazzarotto

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

Um comentário

  1. Obrigado Daniel! Obrigado rifferama!
    Longa vida.

DEIXE UM COMENTÁRIO.

Your email address will not be published. Required fields are marked *