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Lucca Poeta testa sonoridades no EP “Românticos são chatos”

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“Românticos são chatos”, segundo EP do cantor, compositor e baterista Lucca Poeta, chegou de surpresa nas plataformas digitais. Publicado no dia 28 de novembro, o registro tem cinco faixas e encerra um hiato de dois anos sem lançamentos do artista de Itajaí, após um período de grande atividade — foram 15 singles e um EP gravados entre 2019 e 2023. Produzido em parceria com Geum, “Românticos são chatos” experimenta outras sonoridades, do eletrônico ao drill, com uma estética mais pop, trazendo a influência do trap, mas ainda preserva características de trabalhos anteriores de Poeta, como as rimas aceleradas ou o romantismo que norteia o conceito do EP. “O título é uma ironia ao romantismo que está impregnado na nossa forma de se relacionar com o outro, pautada por essa cultura romântica. É um questionamento à forma como sou romântico e não consigo me desvencilhar disso, e a partir disso tentar entender e elaborar algo diferente para a minha vida. As músicas se complementam”, explicou.

Em nova carreira profissional, principal motivo desse afastamento do artista da música, o rapper agora produz os seus trabalhos em outro ritmo. Além de um novo projeto, chamado “Trilogia”, que terá três faixas, Lucca Poeta estreia no dia 1º de março, no Teatro Municipal de Itajaí, o seu show com banda. O artista será acompanhado por Josué Mariano (guitarra e direção), Elieser de Jesus (teclas), Beiss Costa (baixo), Jimmy Allan (bateria), Geum (efeitos) e Letícia Santos (voz) e Bia Brito (voz). A apresentação terá as participações das cantoras Joana Castanheira, parceira no single “Carpe Gin” (2020), e Bárbara Damásio, que estará em uma das canções do EP “Trilogia”, que também está sendo gravado com Geum, figura mais que presente na sua trajetória. Em contato com o Rifferama, Lucca Poeta falou sobre a sonoridade de “Românticos são chatos” e a amizade com o seu produtor.

Esse trabalho foi uma experimentação de um momento sonoro e estético que a gente estava vivendo, uma vibe que estava rolando e a gente quis trazer essa pegada mais pop, algumas coisas de trap, mas também outras coisas, tem uma música bem Daft Punk, mais eletrônica, tem drill. A gente experimentou coisas diferentes nesse trampo. O próximo trabalho se chama “Trilogia”, já é outra pegada, eu gravei bateria, não tem nada de Auto-Tune na voz, é outra estética, tudo mais cantado. O Geum é um irmão, uma amizade muito bonita, de bastante tempo, basicamente só produzo com ele. É um artista muito foda, que participa diretamente das criações, dá ideias muito boas e é obstinado por aprender coisas novas, buscar sonoridades. Além de ser uma pessoa inteligente e massa de trocar ideia, o que é o mais legal. As coisas estão sendo feitas de uma forma bem tranquila, me divertindo mesmo, sem muita pressa, brincando.

Foto: Matheus Gargioni

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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