O Rifferama tem o apoio cultural de 30 Por Segundo, Camerata Florianópolis e TUM Festival
Contribua com a campanha de financiamento coletivo do Rifferama no Catarse
Yasmin Limas, aos 14 anos, tem metade da sua vida dedicada ao rap. Nascida no Vale do Itajaí, em Indaial, a jovem artista cantou pela primeira vez ao lado do pai, o também MC Paulo Limas, do grupo Gangsta Rap. Em 2022, a rapper catarinense fez a sua estreia solo com “Desde pequena”, música produzida por Maicon Umteto e audiovisual dirigido por Savage TV. No mesmo ano, Yasmin se apresentou no Rap In Cena, em Porto Alegre (RS), dividindo o palco e tendo a chance de conhecer pessoalmente nomes como Mano Brown, Matuê, Djonga, MV Bill, entre outros. Em 2023, foi a vez de investir em parcerias: participou do single “O astronauta”, de Rapper Nado; e gravou com Cristal” o seu segundo registro, “Tava escrito”; ambas as faixas com videoclipes. Em 27 de fevereiro, Yasmin Limas divulgou “Dandara” nas plataformas digitais, encerrando um hiato de mais de dois anos sem lançamentos.
Nos últimos anos, Yasmin focou as suas energias no desenvolvimento da escrita, da técnica vocal e da identidade artística. “Dandara”, com produção de _prodbyrafa (Rafael Fernandes), de Blumenau, e vídeo por Serpente Filmes, apresenta a evolução da rapper, que está crescendo aos olhos do público. Com o caderno do colégio em mãos, a MC mirim traz versos contundentes e referências de mulheres negras que a influenciaram, a avó Maria da Graça, a atriz Viola Davis, a cantora e compositora Ivone Lara, entre outras. Retrospectiva da sua breve carreira até aqui, “Dandara”, que é seu nome do meio, apresenta no audiovisual imagens de arquivo de shows, da família e do encontro com ídolos. Em contato com o Rifferama, Yasmin Limas afirmou que o novo single foi escrito pensando em ser um marco na sua trajetória.
— Sempre visei colocar referências nas minhas músicas, da minha família ou da música mesmo, principalmente do hip hop. “Dandara” tem muitas referências de mulheres negras, meu nome vem de Dandara dos Palmares, que era esposa de Zumbi. Falo sobre a escravidão, é uma música que tem que parar para escutar, não é uma música que você curte pela batida, tem que entender, é uma música que tem referência. Falo das referências dentro da minha casa, não é a primeira vez que falo da minha avó, Maria da Graça, falo também do meu pai. “Dandara” não foi uma música que visei curtidas ou visualizações, queria que ela ficasse marcada na minha carreira, quando alguém for pesquisar sobre mim e aparecer essa música, as minhas referências, as mulheres negras que estão a minha volta. É uma música significativa para mim.

