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Eltin conecta antigos fãs e novo público com “Jardim de ouro”

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Foto: João Lauth

Não seria exagero dizer eu “País da ganja” mudou a vida de Elton Menezes Gobbi, o Eltin. Lançada no verão de 2012, a música se tornou um hino entre os usuários de maconha e levou o artista ao ativismo: além de compositor e intérprete, o manezinho é embaixador cultural e diretor do palco da ExpoCannabis Brasil. Não tem um dia em que o videoclipe, que soma mais de 28 milhões de visualizações (no Spotify são mais 13 milhões de reproduções), não recebe um novo comentário de alguém que acabou de descobrir o hit. A temática é recorrente na discografia do rapper, mas quem pensa que ele se incomoda com isso, está enganado. “Tenho mais de 50 músicas no meu catálogo, já escrevi samba, funk, trap e falei de diversos assuntos. As músicas que mais fizeram sucesso são as que eu falei de maconha. “País da ganja” criou uma base para eu conseguir ficar todo esse tempo trabalhando, são 20 anos de carreira. Foi a música que mudou tudo”, contou.

“Jardim de ouro”, primeiro single de Eltin desde 2024, foi divulgada no dia 20 de abril visando conectar os fãs antigos que o conheceram com “País da ganja” ao novo público que está descobrindo a sua obra. Produzida a seis mãos, primeiro por Big da Self, a faixa foi concluída no estúdio Kazulo Records, em São Paulo, com novos ajustes de beat, voz, mixagem e masterização assinados por Zain Prod e ZionLab, parceiro de longa data do artista. O videoclipe da música foi dirigido por Maria C. Souto. “Jardim de ouro” abre uma série lançamentos até o seu álbum, que deve sair em novembro. Serão pelo menos seis singles além de “Jardim de ouro”. O material está sendo produzido em São Paulo e terá a participação de nomes de peso da cena do rap nacional. A sonoridade e a temática do disco será uma mistura de tudo o que Eltin já fez, numa pegada mais atual. Em contato com o Rifferama, o rapper deu mais detalhes sobre o novo trabalho.

— Estou regravando e refazendo tudo que preparei de guias nos últimos anos que não foram lançadas e valem a pena. Estou preparando esse material já tem um tempo, com participações de peso, com um produtor que tem a mão do sucesso. Ele me abraçou, temos outro projeto que está correndo em segredo e estamos trabalhando muito por esse álbum. Eu não falo de temas momentâneos, me preocupo em não ser tão pessoal, tem a minha visão, claro, mas tento falar de coisas que podem atravessar uma geração. A sonoridade do álbum é um pouco de tudo o que já fiz, mas muito específico na letra, que é um jeito meu de escrever. É um jeito manezinho de fazer o rap, de não falar muito de dinheiro e ostentar as coisas boas da vida de verdade. É um som bem consciente de um lado e uma outra metade de curtição, pelo que sou conhecido por fazer, falando desses assuntos mais polêmicos e retratando o dia a dia de quem vive esse estilo de vida urbana. 

Ficha técnica

Áudio

Produção: Biggie da Self, ZionLab e Zain Prod
Captação, mixagem e masterização: Zain Prod
Estúdios de gravação: Kazulo Records e Isso Que é Som de Rap

Vídeo

Direção e pós-produção: Maria C. Souto
Roteiro: Eltin e Maria C. Souto
Fotos e making of: João Lauth
Assistência: Vitor Saldivar
Figurino: Disfarce Companhia, Sleeky Fingers, Slow Burning e Easy Coco
Patrocínio: Sleeky Fingers, Easy Coco, Slow Burning e Bolander Club

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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