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“Hipnose”, segundo álbum de Koyoffe (Vinícius Delly), divulgado na última sexta-feira (17) nas plataformas digitais, é uma sequência natural para “Hemera”, seu disco de estreia, que saiu em 2021. O cantor, compositor, multi-instrumentista, produtor musical e diretor de vídeo divide seus lançamentos por projetos, ou eras, como costumam chamar os artistas da indústria, cada um deles sendo um universo próprio de cores, temáticas e sonoridades. Enquanto “Hemera” tinha o vermelho como tonalidade guia para a estética das fotos, clipes e artes, em “Hipnose” predomina o verde, representando a maturidade do seu trabalho como músico, que começou em 2019 em Florianópolis. Com dez faixas, “Hipnose” foi produzido inteiramente por Koyoffe, com mixagem e masterização de Sthorm (Cauã Rodrigues), que também foi responsável pelo instrumental de “Violeta”. O álbum tem as participações de Sophii Bomm e predo nos vocais em “Estrela-guia” e “Ushanka”, respectivamente, e Derek Luan nas guitarras em “Pesadelo” e “Véspera”.
Conceitual, “Hipnose”, segundo o artista, é como se fosse uma terapia para “Hemera”: ambos os nomes foram retirados da mitologia grega; Hemera é uma deusa que representa a luz e está associada à mente humana, enquanto Hipnos, deus do sono, personifica o descanso, silêncio e a estabilidade. “Passaram seis anos do primeiro álbum, são letras novas, tem meus pensamentos sobre a vida, amor, futuro, eu reflito sobre isso. É um álbum sobre o meu amadurecimento, por isso ele tem essa cor, que representa natureza, cura, é uma reflexão sobre as coisas pelas quais eu passei”, comentou o cantor e compositor. Musicalmente, o álbum é ainda mais diverso que “Hemera”, trazendo referências de estilos como pop, rock, rap, R&B e eletrônico. Em contato com o Rifferama, Koyoffe falou sobre a influência do ano 2000 (nasceu em 30/10/2000, como a música “Véspera de Halloween”) no conceito e na estética de “Hipnose”.
— Eu sempre fui muito fissurado em visuais, sou designer gráfico e editor de vídeos, comecei a postar coisas na Internet aos 11 anos, sempre gostei de ter uma capa bonita, uma foto boa, uma direção legal nos clipes e a música foi onde encontrei tudo isso. Separo os álbuns por estéticas e tenho controle sobre isso. “Hipnose” vem com essa ideia dos anos 2000, tem essa estética com câmera Cybershot, uma ideia meio Playstation 1, mais descontraído, que se reflete nas roupas, estilo das músicas e tudo mais. O “Hemera” tem uma vibe mais anos 80 e mostra uma coisa mais dramática, pro lado do terror. Eu me baseio muito no Twenty One Pilots, eles têm esse lance das eras e elas se encaixam. Um álbum de 2015 se encaixa no de 2025 que eles soltaram, gosto muito disso e quis fazer isso com os meus projetos, separar por cores e ideias, mas todas elas conversarem. Pode ser que isso mude, mas é o que gosto de fazer.

