kiasajo-rifferama

“Cabeça feita”, primeiro álbum de Kia Sajo, tem feat de peso

O Rifferama tem o apoio cultural de 30 Por Segundo, Camerata Florianópolis e TUM Festival


Contribua com a campanha de financiamento coletivo do Rifferama no Catarse

Foto: Nicho Marques

“Cabeça feita”, álbum de estreia de Kia Sajo, lançado no dia 26 de maio nas plataformas digitais, é um apanhado da identidade artística que a cantora e compositora vem construindo desde a sua estreia, em 2017, com “Presa no ar”, que foi regravada para esse material. O disco traz nove faixas e conta com músicas mais antigas, como a já citada, além dos singles mais recentes como “Tarot”, divulgado em março, “Cores quentes” e “Sal na pele”, que saíram no ano passado, e “Mel e jasmim” (2024), e composições inéditas. O destaque fica para a canção batiza o registro, que tem a participação especial do cantor Xande de Pilares. “Cabeça feita”, inscrito para avaliação no Grammy Latino, do qual a artista é membro associada, foi produzido por Marcel Sousa e Ruan Soares (Indium), e tem Grego Jardim como instrumentista convidado, repetindo a parceria do EP “Onda máxima”, de 2023 — confira a ficha técnica abaixo.

O álbum é um trabalho representativo na carreira de Kia, não só por ser o seu primeiro, mas por preservar duas diretrizes importantes na sua música: a liberdade criativa, de não se prender a um rótulo, e o peso das letras no seu processo de composição. “Existe um fio condutor no “Cabeça feita”, de vibe e de som, mas o que define muito isso é a minha lírica, a provocação que tem nas letras, a minha escrita conecta muito todas as faixas, é o que transforma esse trabalho em um álbum e não numa mixtape. Foi uma coisa muito bem pensada. Eu me preocupo muito com a palavra, com o peso que ela carrega e com o que ela deixa implícito também”, explicou a artista. Esteticamente, “Cabeça feita” é muito brasileiro, como no samba com Xande de Pilares”, mas também carrega elementos latinos e da música pop. Em contato com o Rifferama, Kia Sajo falou sobre a sonoridade híbrida do álbum.

— “Cabeça feita” tem características de um álbum de estreia mesmo. Estou cada vez mais desprendida dessa coisa de gênero. Respeito muito os segmentos, acho importante beber de várias fontes, nunca quis me colocar dentro de uma prateleira na indústria. A minha grande referência é a Gal Costa, que fez música romântica, dançante, tropical, ela transitava por vários lugares. A minha música é sobretudo brasileira. Adoro fazer MPB fresca, envolve, gostosa, até latina, acho que todos os gêneros que transito têm essa pegada. O samba é latino e quente. Meu som é provocativo, tudo que lancei até hoje é muito fixo na música brasileira, mas sempre gostei muito de experimentar texturas e ritmos. Eu fui livre fazendo esse álbum. Cada música foi encontrando seu próprio caminho sonoro, de acordo com o que pedia, e isso acabou moldando essa identidade mais híbrida do álbum.

“Cabeça feita” será realizado um evento de audição gratuito na próxima terça-feira (16), a partir das 20h, no Etecetera Casa, no Rio Tavares, em Florianópolis. Mais informações

Ficha técnica

Direção de arte: Kia Sajo e Nicho Marques
Produção musical: Marcel Sousa e Ruan Soares (Indium)
Instrumentista convidado: Grego Jardim
Mixagem: Daniel Felix
Masterização: Fernando Delgado
Assistente de masterização: Bruno Martuchello
Assistente de fotografia: Gustavo Hugh
Design gráfico: Nicho Marques
Marketing e Imprensa: Release Music
Estratégia digital: ch.ART
Empresário: Diego Lemos
Selo: Ternário Music
Distribuição: Symphonic Brasil
Edição: Universal Music Publishing BR


Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

DEIXE UM COMENTÁRIO.

Your email address will not be published. Required fields are marked *