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Foto: David Cardoso
Em 2014, Murilo Cechinel (baixo) e Jonathan Scarabelot “Mão” (voz), que já tinham histórico em bandas punk em Araranguá nos anos 2000, formaram outro projeto que não durou muito tempo. Em 2022, os músicos decidiram ressuscitar e batizaram de Dadkrents (pegou a referência?). Em pouco, o quarteto, atualmente com Franklin Fraga (bateria) e Gabriel Teixeira (guitarra), vem somando na cena da região, já tendo dividido o palco com lendas do gênero como Garotos Podres e Cólera, e produzindo o seu material seguindo o lema “faça você mesmo”. Os primeiros lançamentos, as artes gráficas e os vídeos foram feitos pela própria banda, que está prestes a lançar o seu EP de estreia, “Legendários”, que tem uma sonoridade mais agressiva em relação aos outros trabalhos do quarteto, a exemplo do single “Nazipardo”, divulgado em 26 de junho nas plataformas digitais.
Composição de Jonathan Scarabelot e Gabriel Teixeira, “Nazipardo” tem uma letra direta (“teu chapéu é marretada, teu perfume gasolina”, riffs pegados e mostra o direcionamento mais sujo e agressivo que a banda adotou para o EP, que tem cinco faixas e foi gravado, mixado e masterizado por Jean Scheibe. O instrumental foi captado em Araranguá, enquanto os vocais foram registrados no estúdio do produtor, em Florianópolis. “O Jean é nosso amigo de muitos anos, é um cara de casa. Apesar de não ser do hardcore e do punk, ele está aberto a sugestões. A gente mandou muitas referências para ele tirar esse som que a gente tirou no EP”, comentou o baixista. Para reforçar a divulgação do EP, que sai em agosto, a Dadkrents tem uma turnê agendada com datas pelo Rio Grande do Sul em agosto e no Norte do estado em setembro. Em contato com o Rifferama, Murilo Cechinel falou sobre a sonoridade de “Legendários”.
— A gente gravou o EP inteiro em maio. “Nazipardo” tem uma sonoridade mais pesada e agressiva. “Legendários” segue essa linha mais suja, mais pegada, mais crossover, para dizer assim, do que a gente estava fazendo antes. A produção ficou bem legal. Como toda banda de punk, a gente é do DIY (do it yourself/faça você mesmo). Nossos primeiros singles e desenhos foram feitos por nós, o Franklin (baterista) produziu e gravou as demos, desenhou a nossa logo, o “Jet” (single) foi o Mão (vocalista) que produziu. Esse EP que será lançado agora é o nosso primeiro trabalho mais profissional e captando gente de fora. Estamos agregando mais pessoas no projeto. O Jean é um irmão nosso e produziu esse EP, que ficou com uma pegada de riff. O Gabriel é muito bom na criação da guitarra, acho que tem tudo pra virar a chave esse EP. A gente está bem empolgado, a produção ficou bem legal.


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