O Rifferama tem o apoio cultural de 30 Por Segundo e Camerata Florianópolis
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A Do Your Jumps (dá teus pulo, versão manezinha do DIY) foi formada em 2024 com o objetivo de tocar covers de bandas menos conhecidas e fazer versões de artistas de outros estilos na estética do punk rock. Rodrigo Yazbek (voz e guitarra), Ricardo Pimenta (baixo), André Pinduca (bateria) e Bruno Soldi (guitarra) tocavam em outros projetos e começaram a organizar festas. O movimento foi crescendo ao ponto de influenciar a criação de outros grupos e do coletivo Punk Rock da Raça, que levou a sua bandeira para o Punk Rock Holiday, um dos maiores festivais do gênero, na Eslovênia, onde a End of Pipe se apresentou nesta quarta-feira (12) com a presença de alguns integrantes do coletivo e da própria Do Your Jumps, que lançou no dia 4 de agosto o single “Os engravatados” nas plataformas digitais.
Escrita pelo baixista Ricardo Pimenta, a música foi produzida Nicholas di Lucia, da Algo Errado, outra banda do coletivo A primeira gravação da Do Your Jumps, no entanto, foi a versão para “Nossa barulheira”, do Dazaranha, que entrou para a coletânea “O pop é punk: 00’s”, do selo Grudda Records, com grupos de todo o Brasil. Com o lançamento do single, a banda, que agora conta com Cauê Clasen no trompete, está focada em desenvolver o repertório autoral. A Do Your Jumps tem mais uma inédita, que falta colocar os metais, e duas versões que já são tocadas nos shows para divulgar nos próximos meses. A ideia é preparar um EP somente com autorais. Em contato com o Rifferama, o guitarrista Bruno Soldi falou sobre o posicionamento e identidade da banda em “Os engravatados” e também comentou sobre as ações do Punk Rock da Raça.
— Falar de política é sempre atual, é um debate que a gente considera essencial pela cena em que a gente está. Colocar essa música como nossa primeira autoral é um marco, já pontua onde a gente está. Gostamos muito do resultado, também pelo tema dela, muitos dos retornos que a gente teve sobre a música foram sobre a mensagem. O Punk Rock da Raça foi criado a partir das nossas bandas na época, antes da pandemia. A gente questionava muito de ir nos shows e ter poucas pessoas. A gente quis tentar mobilizar o nosso meio, para curtir, se conhecer, fomentar as bandas. Muitas bandas nasceram do nosso grupo no WhatsApp, é um espaço de incentivo para a cena. A End of Pipe conseguiu o convite para tocar no Punk Rock Holiday e muitas pessoas foram junto para assistir. Estamos conquistando espaço e fortalecendo o movimento, frequentando os eventos, fazendo entrevistas. É bem significativo.

