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Arquivo Rifferama
Somaa atinge o ápice criativo e sonoro no primeiro disco* (2018)
Somaa sintoniza a sua melhor forma no novo álbum, “<Antena>” (2023)
Foto: Fernando Dall’acqua
“Dança da queda”, single lançado na última sexta-feira (31 de julho) nas plataformas digitais, abre uma nova fase para o trio Somaa. Prestes a lançar o terceiro álbum, “Reino do Espelho”, previsto para setembro, a banda formada em 2011, em Joinville, por Rafael Zimath (voz e guitarra), Nedilo Xavier (baixo) e Tiago Luís Pereira (bateria e voz), decidiu testar novas sonoridades e texturas sem perder a identidade característica do grupo. Parte dessa mudança começou pela escolha por não trabalhar somente com um produtor. Gabriel Zander, que trabalhou nos dois discos do Somaa “O mundo quer te enganar” (2018) e “<Antena>” (2023), ambos nas listas de melhores do ano feitas pelo Rifferama, dessa vez veio para Santa Catarina e captou metade das dez faixas do registro, que foi todo feito em Joinville: Kimberlly Arce e Nattana Alvarenga, do NPKN, gravaram quatro, e o violinista Gabriel Vieira produziu uma. Zander assina a mixagem e masterização do álbum.
Conceitual, “Reino do Espelho” conta uma história da primeira até a última faixa, mas é plural em estética. “Talvez textura seja o ponto que a gente mais tentou desenvolver nesse disco, seja nas coisas que não são tão pesadas como nas que têm andamento moderado e são pesadas”, disse o vocalista e guitarrista. “Dança da queda” já mostra uma cara diferente em se tratando do Somaa, que além dos dois álbuns, tem um EP, um split com os conterrâneos da Sylverdale e um DVD ao vivo na discografia. O single une peso, groove, melodia e experimentação e utiliza a dança como metáfora para discutir aparência, validação e identidade, outra característica marcante do grupo, que sempre aborda temas atuais nos seus trabalhos. Em contato com o Rifferama, Rafael Zimath informou que o Somaa ainda divulga mais duas faixas antes de liberar o álbum completo e falou sobre as mudanças trazidas por “Reino do Espelho”.
— Trouxemos o Bill (Gabriel Zander) para Joinville e ele produziu metade do disco. A ideia era tentar novos ares, trabalhando na nossa cidade, com a produção dele e na outra metade buscar outras coisas. Tentamos buscar outras coisas em quase todas as músicas, em algumas a assinatura da banda fica mais clara e outras podem surpreender as pessoas. Tentamos ampliar um pouco o espectro, deixar o som não tão monocromático. Na nossa visão tudo isso soa como a banda ainda, a gente acha que tem uma paleta sonora bem ampla. Não somos uma banda de hardcore, stoner ou metal, a gente é isso tudo e várias outras coisas. Nos libertamos um pouco, enquanto compositor, fiquei sem medo de trazer certas sonoridades que talvez em outros momentos ficasse com receio de fazer. O disco é conceitual acidental, a gente não tinha pensado em fazer dessa forma. Conforme o trabalho foi evoluindo vimos que as músicas tinham temas que se espelhavam.


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