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Foto: João Pedro Boia
O cantor e compositor Rafael Cassol pode ter estreado oficialmente com “Escolhas”, primeiro som divulgado pela RHARA, no dia 3 de setembro nas plataformas digitais, com videoclipe no Youtube. Mas a história do artista começou ainda criança, em Guarujá do Sul, no extremo oeste do estado, cantando sertanejo com o irmão. Na adolescência, morando em Chapecó, Cassol conheceu o rock e, principalmente, o Nirvana, que passou a ser a sua referência, seja no jeito de cantar, quanto na forma de se vestir. O catarinense passou boa parte da vida adulta em Porto Alegre, onde cantou em bandas covers, com um repertório que ia de Beatles Pearl Jam. Na capital gaúcha, Cassol se formou em Teatro e Cinema pela Escola Casa de Teatro, onde conheceu o professor Everton Rodrigues, coprodutor do álbum que o músico está produzido com a banda, formada neste ano em Garopaba com Shanti Juka (guitarra), Alan Space (baixo) e Daniel Almaoe (bateria).
“Escolhas” faz parte de um projeto que vem sendo gravado desde 2024, com produção musical e mixagem de Bruno Mad — o single foi masterizado em Miami (EUA) por Carlos Freitas, que soma nove indicações ao Grammy Latino. Mas o repertório começou a ser construído em 2019, quando Cassol passou a escrever. “Não é fácil criar. Algumas músicas saíram com muita persistência, transpiração. Eu não colocava uma palavra por colocar, era num momento de muita inspiração. Teve música que terminei só em 2024. Elas têm um potencial por terem sido inspiradas de um lugar muito bonito”, contou o vocalista. “RHARA”, o álbum, tem 19 faixas no total, que devem ser lançadas até o próximo ano. Antes disso, a ideia é apresentar um curta-metragem com três músicas e depois um EP de seis faixas. Enquanto isso, o grupo busca oportunidades de shows e se conectar com outras bandas. Em contato com o Rifferama, Rafael Cassol falou sobre a estética da RHARA.
— A partir dos 30 anos descobri a importância da arte dentro da minha vida e fui encontrando a minha voz, o meu som, que tem um beat mais alto, sempre pra frente. O processo criativo foi muito interessante, no começo eu não tinha a noção da bateria que eu queria, a partir da quinta ou sexta música a gente conseguiu um norte conceitual. Achei duas coisas que mudaram o meu som, que foi essa bateria mais reta, marcando o tempo, e os sintetizadores fazendo as camadas das músicas, misturando o indie rock com o pop. Tem umas músicas em que a guitarra fica mais suja, mas o grunge entra mais como atitude de banda, gosto dessa coisa mais rebelde. Quando terminei o disco, em 2024, já conhecia eles, eles também são músicos com uma trajetória grande, eu foco em cantar, meu sonho sempre foi ter uma banda e convidei os meus companheiros para fazer parte.
Ficha técnica
Áudio
Composição: Rafael Cassol
Produção musical e mixagem: Bruno Mad
Coprodução: Everton Rodrigues
Masterização: Carlos Freitas
Distribuição: iMusics
Vídeo
Direção: Danyira Javiera
Imagens: Adamo Valhe, Giovani Carvalho e João Pedro Boia
Edição: João Pedro Boia e Danyira Javiera
Atuação: Pedro Hoffman, Dani Lima, Danyira Javiera, Saba Longhini, Isa Ruiz, Gabi Carapetto, Dana de Deus,
Figuração: Jessica Machado, Pedro Machado, Katia Barbosa
Produção: Dana de Deus, Gabi Carapetto

