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Trio 407: jazz brasileiro com sotaque do Sul em “Água viva”

O Rifferama tem o apoio cultural de 30 Por Segundo e Camerata Florianópolis


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Foto: Lara Chiodini

O Trio 407 surgiu do encontro dos amigos Enrick Barcarolo “Picui” (guitarra), Samuca Chiodini (baixo) e Júnior Denker (bateria) na SCAR (Sociedade Cultura Artística), em Jaraguá do Sul, onde atuam como professores. O projeto começou fazendo eventos empresariais, tocando um repertório de covers de jazz brasileiro, mas o convite para um festival de música instrumental mudou o foco da banda. Em pouco tempo, Picuí, Chiodini e Denker, que ensaia na sala 407 da SCAR (era um camarim pouco utilizado), escreveram os oito temas que foram gravados no show “Água viva”. Lançado no dia 21 de agosto nas plataformas digitais, o álbum foi captado em áudio e vídeo no dia 22 de maio no Espaço Rizome Ayani — o material no Youtube traz ainda três versões para obras de Alegre Corrêa, Arismar do Espírito Santo e Pat Metheny.

A sonoridade do grupo mistura a improvisação jazzística e a liberdade da música brasileira, com sotaques latino-americanos. Entre as referências estão ritmos regionais como chamamé, milonga e chacarera, entre outros. O “conceito jazz brasileiro com sotaque do Sul” apareceu depois que o repertório foi criado. “Que é jazz a gente já sabia, mas não tem aquela parada do samba, o lance do Nordeste. É o nosso jazz, aqui do Sul. Começamos a perceber que tinham muitas linguagens da América Latina em geral, uns compassos alternados, não são músicas tão retas, o forte é essa rítmica da música sulista”, comentou o baixista Samuca Chiodini, que é guitarrista de formação. Com “Água viva” em mãos, o Trio 407 espera levar esse show para festivais e teatros. Em contato com o Rifferama, Chiodini falou sobre a opção em gravar o registro ao vivo e também sobre a nova função.

— A nossa proposta sempre foi fazer música viva, que acontece de verdade, com improvisação, depende da emoção momentânea na hora de tocar. A gente já optou de cara em tocar esse show, deixar mais firme e gravar ao vivo na hora que estivesse bacana. Montamos um financiamento coletivo e arrecadamos a grana para fazer as locações e gravação de áudio e vídeo, com as três releituras. Optamos por deixar as nossas autorais no disco. É um projeto que transformamos em empresa mesmo, estamos desenvolvendo para que seja um projeto de longa vida. A ideia é participar de festivais com esse material que a gente gravou, tocar mais e fazer mais sons. Eu tenho formação em guitarra e violão, já gravei dois discos, e sempre fui da opinião que o instrumento é uma ferramenta para entregar a música que quero fazer. Amo tocar baixo tanto quanto gosto da guitarra ou tocar bateria e cantar. O som me vence sempre. Temos uma troca muito legal, essa questão não mudou em muita coisa, continuo fazendo música e trazendo a minha alma para os sons.


Ficha técnica

Imagens e drone: Rômulo Coelho
Iluminação: Lumenartem
Som: Jotta Som
Colorimetria: Bruna Loth
Áudio e edição de vídeo: Júnior Denker
Cenografia: Nadia Riegel
Conceito do show: TRIO407
Composições: Samuca Chiodini, Enrick Barcarolo e Júnior Denker
Apoio: SCAR Centro Cultural e Moah Mídia

Daniel Silva é jornalista e editor do portal Rifferama, site criado em 2013 para documentar a produção musical de Santa Catarina. Já atuou na área cultural na administração pública, em assessoria de comunicação para bandas/artistas e festivais, na produção de eventos e cobriu shows nacionais e internacionais como repórter de jornal.

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