O Rifferama tem o apoio cultural de 30 Por Segundo e Camerata Florianópolis
Contribua com a campanha de financiamento coletivo do Rifferama no Apoia.se
Foto: Konstantin Mosunov
Luan Vinícius Fiorio e Gabriel Dias Bucco começaram a tocar guitarra juntos em Catanduvas, no Meio-Oeste do estado, inspirados pelo filme “Tenacious D in The Pick of Destiny” (2006), de Jack Black e Kyle Gass. Os músicos perderam o contato por muitos anos e voltaram a se encontrar na Europa: Fiorio se mudou para a Holanda para fazer doutorado em Engenharia Elétrica e Bucco cresceu em Londres. “A gente não sabia que o outro estava fazendo música. Compusemos uma música nessa viagem e fomos escrevendo a distância”, afirmou Fiorio. A Machinemens (robô em holandês) lançou duas demos em 2023 e 2024 antes de se tornar uma banda de fato, hoje com Chrystian Guth (baixo), outro catarinense que vive em Eindhoven, e o baterista Rafiul Haque, de Bangladesh — quem assistiu a Copa do Mundo, sabe. Com essa formação, o grupo divulgou “A Batalha de Netuno” no dia 17 de julho nas plataformas digitais.
Primeiro registro em quarteto, o single foi produzido pelo baixista, com mixagem e masterização de Thales Stipp. Esteticamente, a Machinemens faz um death metal com elementos progressivos e “A Batalha de Netuno” é a primeira música em português da banda. As letras de ficção científica fazem uma reinterpretação da história pela perspectiva da dominação das máquinas e do fim da humanidade. Os próximos passos do grupo, que gravou três músicas ao vivo em vídeo no Anker Studio, em Eindhoven, onde a banda ensaia, envolvem a produção de um novo single e também acertar questões burocráticas. “Conseguimos uma agência para marcar shows e queremos abrir uma empresa para a banda, aqui na Holanda tem menos burocracia e impostos para comprar equipamentos”, contou o vocalista e guitarrista. Em contato com o Rifferama, Luan Vinícius Fiorio falou sobre o conceito e a sonoridade da Machinemens e os planos para o futuro.
— No último inverno eu compus seis músicas, e “A Batalha de Netuno” estava mais amadurecida. Temos outros cinco singles, talvez eles sejam compilados no final. As primeiras três músicas dessa leva são de um tema mais histórico, as outras de coisas mais atuais, tudo reinterpretação doe fatos que estão feitos pela perspectiva da máquina. Todas elas são diferentes, é tudo death metal com muita coisa progressiva dentro. Se diz que é da mesma banda, mas não do mesmo álbum. A gente vai mixar com o mesmo cara provavelmente, vai ter um timbre parecido, mas em termos de composição é completamente diferente. A próxima música vamos começar a gravar em meados de agosto e vamos estar com esses lançamentos constantes a cada três ou quatro meses e a cada inverno compondo mais um monte de músicas para ver o que a gente faz com elas.

