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Nesta quinta-feira (21 de maio), a Deadpan começa o segundo capítulo da sua história. O show no evento de oito anos da produtora Bruxa Verde, que acontece na Célula Cultural, em Florianópolis, com Sangue de Bode (RJ) e Meroth, abre a turnê “Retorno à órbita”, encerrando um hiato que se estendeu por sete anos. São 12 datas confirmadas até o mês de agosto (confira o cronograma abaixo), em quatro estados, incluindo uma apresentação neste sábado (23) no histórico Bob Rock Festival, realizado desde 2001 em Dona Emma, no Alto Vale do Itajaí. Além da volta aos palcos, Gustavo Novloski (voz e guitarra) e Igor Thiesen (bateria) trabalharam novamente com o produtor Júlio H. Miotto e finalizaram três músicas que serão lançadas a partir do segundo semestre nas plataformas digitais: o primeiro single se chama “Naive” e deve sair no mês de julho.
Nesse período em que a banda esteve inativa, Novloski formou a Rest In Chaos (thrashcore), que gravou um EP e um álbum entre 2017 e 2020, enquanto Thiesen seguiu com a Red Razor (thrash metal), com a qual tocou em dois discos (de 2015 e 2019), fez as vezes de vocalista e baixista na Abatter e sua sonoridade variada (mais um álbum, em 2018) e integrou a horda black metal Voorish (outro disco, de 2024). A Deadpan tem o EP “In Aliens We Trust”, um dos registros mais instigantes da época, lançado em 2015. O som progressivo, técnico e brutal, com temática sci-fi, desenvolvida em uma HQ divulgada na mesma época, segue como norte nessa volta, mas menos caótico. Se a formação em duo — o grupo teve dois baixistas antes do hiato — facilita a logística, reproduzir a música da Deadpan ao vivo tem será um desafio: o objetivo é oferecer uma experiência mais humana. Em contato com o Rifferama, o vocalista e guitarrista deu detalhes sobre o retorno.
— A Deadpan sempre foi a expressão mais direta de como a minha mente funcionava, tanto em letras quanto no contexto. Até lendo o gibi, essa parte do personagem alienígena começou um dia em que estava no ônibus indo para a UFSC, parceria que alguém estava invadindo a minha mente, mandando ideias, e isso criou o conceito do alienígena. Temos três músicas novas que contam essa transição entre um sentimento de inocência para um colapso mental, tenho material escrito para lançar uma HQ até o final do ano e esses singles são uma janela nesse pedaço da história. O Igor e eu nos entendemos sobre o que é uma banda, isso simplifica muito. Não vamos expressar algo robótico ou perfeito, serão versões diferentes cada vez que formos tocar, algo mais humano no sentido de que terão erros. As músicas novas músicas são menos programadas, conseguimos trazer mais espaço e dar tempo ao tempo, tem partes mais tranquilas e outras mais agoniantes.
Turnê “Retorno à órbita”
21 de maio — Florianópolis (SC) — Célula Showcase
22 de maio — Joinville (SC) — Hangar7
23 de maio — Dona Emma (SC) — Bob Rock
5 de junho — Curitiba (PR) — Spunk
6 de junho — Guarapuava (PR) — Pub Anônima
7 de junho — Londrina (PR) — Barbearia
11 de julho — Criciúma (SC) — Meteoro Estúdio
17 de julho — Porto Alegre (RS) — Caos Bar
18 de julho — Santa Maria (RS) — Gárgula
19 de julho — Rio Grande (RS) — Dark Cave
15 de agosto — Sorocaba (SP) — Covil Music Studio
16 de agosto — São Paulo (SP) — La Iglesia

